segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Retomada da obra da Refinaria Abreu e Lima é esperança de emprego em PE.

Retomada da obra da Refinaria Abreu e Lima é esperança de emprego em PE.

A Petrobras terá R$ 756 milhões para investir na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) este ano. O valor está previsto no Orçamento Federal de 2016 e será utilizado para retomar as obras da primeira etapa do empreendimento, que foram suspensas em 2014 em função das investigações da operação Lava Jato. A expectativa é de que o reinício da construção reanime a economia de Pernambuco, com a geração de 2 mil empregos só na construção pesada. Apesar da boa notícia, o processo não será imediato porque a Petrobras terá que voltar a licitar a obra para só depois começarem as contratações do canteiro.
A parte do primeira etapa que será retomada é a construção da Unidade de Abatimento de Emissões de Enxofre (SNOX), responsável por diminuir a emissão de poluentes na atmosfera. O primeiro contrato de construção da unidade foi assinado entre a Petrobras e o consórcio Ebe-Alusa em 2011, com orçamento previsto em R$ 574,6 milhões. Em 2014 as companhias entraram em divergência sobre valores dos aditivos e o consórcio abandonou a obra. Sem a construção do equipamento, a Rnest só foi autorizada a processar 64% da capacidade total da primeira etapa.
O governo do Estado e a Petrobras assinaram um termo de compromisso para permitir que a refinaria funcione na sua totalidade, mediante condições de processamento de um tipo de petróleo menos poluente enquanto a SNOX não fica pronta. De acordo com a Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), a previsão é que a licença de operação de 100% da refinaria seja liberada na próxima segunda-feira. A licença só terá validade de um ano, na tentativa de garantir que a obra do equipamento ambiental seja concluída. Procurada pelo JC, a Petrobras não se pronunciou até o final desta edição para informar sobre o início do processo de licitação, número de operários e previsão de conclusão da obra.
EMPREGOS
A retomada da obra da Rnest é apontada como uma alternativa para reduzir o desemprego no setor da construção pesada. A desmobilização da Abreu e Lima, iniciada em 2014 e concluída no ano passado, deixou 40 mil trabalhadores sem emprego. Foi a segunda maior onda de desligamentos do Brasil, atrás apenas da construção de Brasília nos anos 1950. No mercado, a informação é de que 90% da primeira unidade SNOX esteja concluída e outros 75% da segunda (porque os equipamentos na refinaria são sempre em pares).
“A construção pesada está sofrendo bastante com o desemprego. No dissídio de 2014 eram 38 mil trabalhadores e no ano passado restavam apenas 2 mil na refinaria. O equipamento SNOX deverá contratar 2 mil pessoas. É importante porque é alguma oportunidade. As grandes obras, a exemplo da Transposição do São Francisco e a Transnordestina estão em ritmo lento”, diz o assessor do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem em Geral de Pernambuco (Sintepav-PE), Leodelson Bastos. Ele destaca que mesmo que a construção já estivesse avançado, a paralisação por mais de um ano vai exigir altos índices de retrabalho. A empreiteira que vencer a licitação vai contratar montadores, armadores, soldadores, encanadores industriais, caldeireiros e outros profissionais da área.
LICITAÇÃO
No ano passado, a Petrobras tentou relicitar a obra da unidade SNOX, mas suspendeu o processo em julho por conta dos preços ofertados pelas empreiteiras e pela falta de concorrentes. Depois das denúncias da Lava Jato e dos levantamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) apontando sobrepreço e irregularidades, a fiscalização sobre os novos contratos deverá aumentar. A Refinaria Abreu e Lima começou com orçamento de US$ 2,5 bilhões e tem previsão de fechar em US$ 20 bilhões.
Fonte:Marcela Menezes - Linkedin

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Pernambuco ganhará sua quinta fábrica da Unilever

Pernambuco vai ganhar a sua quinta fábrica da Unilever. O governador de Pernambuco Paulo Câmara assinou, na última quarta-feira (14), um protocolo de intenções para a instalação de um complexo industrial de alimentos e centro logístico da empresa em Escada, na Mata Sul. A cerimônia, realizada no Palácio do Campo das Princesas, contou com a participação do presidente da Unilever no Brasil, Fernando Fernandez. Presente há 24 anos no Estado, a marca já tem unidades em Garanhuns, Igarassu, Jaboatão dos Guararapes e em Ipojuca, no Complexo de Suape.
Linha de produção da Unilever na unidade de Igarassu. Imagem: Divulgação
Com inauguração prevista entre o fim de 2017 e início de 2018, a nova fábrica será a 15ª da Unilever no Brasil. Ela vai produzir itens do portfólio de alimentos e atender à demanda da região Nordeste. Com investimento de R$ 600 milhões, a unidade vai gerar aproximadamente 600 empregos diretos e 1,5 mil indiretos.
Em Escada, a Unilever deverá receber incentivos da ordem de 90% do Prodepe, em função da sua localização, do valor do investimento, da geração de empregos e do tipo do projeto. O Governo do Estado ainda deverá conceder incentivos do Proinfra, para que a empresa execute obras de infraestrutura necessárias para a implantação do empreendimento no limite de até R$ 25 milhões.
“No período que estamos vivendo, o Brasil numa recessão brutal, com previsão de menos 3% do seu PIB, nós anunciarmos esse investimento mostra claramente a confiança que os empresários e as instituições têm em Pernambuco. Apesar do momento adverso, eles sabem que investir aqui vale a pena; dá retorno e garante sustentabilidade para o futuro das empresas e do nosso povo”, cravou Paulo Câmara.
Para o governador, a unidade de Escada também será fundamental para consolidar a interiorização do desenvolvimento. “A Mata Norte conseguiu avançar muito com a chegada dos empreendimentos, principalmente, das fábricas de bebidas e da Jeep. Agora, faremos um movimento em função da Mata Sul. Do município de Escada, em breve, queremos avançar para além de Palmares, Sirinhaém e Barreiros. Com a infraestrutura adequada, a capacitação da nossa população e políticas de incentivo que olhem cada vez mais o interior do Estado, será possível fazer as coisas acontecerem como estão acontecendo em Escada”, ressaltou Paulo.
Escolhida pela localização estratégica, a cidade Escada está situada próxima do Recife e do Porto de Suape. A partir da nova unidade, será possível o escoamento da produção, como destacou o presidente da Unilever Brasil. “Todas as nossas fábricas e centros de distribuição que atendem o Nordeste do País estão localizados em Pernambuco. Estamos muito orgulhosos de fazer esse investimento. Mesmo em um momento difícil para economia do Brasil, seguimos confiando no potencial do povo brasileiro e na credibilidade de Pernambuco, que nos assegura uma permanência a longo prazo para nossas operações. Esperamos também que no futuro Pernambuco seja um centro de exportação dos nossos produtos; não só para o resto do Brasil, mas também para América Latina”, salientou Fernando Fernandez.
A unidade em Escada contará com área construída 440 mil metros quadrados e será erguida de acordo com os mais altos padrões tecnológicos e socioambientais. A expectativa é de que a terraplanagem do terreno tenha início na próxima semana.
De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões, Pernambuco se consolida como o “centro econômico do Nordeste”. “A Unilever inicia um processo corajoso e ambicioso, que vem sendo estudado há mais de dois anos com o objetivo de concentrar uma parte importante das atividades que desenvolve aqui na região, no município de Escada. Uma área grande e privilegiada foi adquirida, que deve acolher, em um primeiro momento, uma unidade fabril e um centro de distribuição; mas tem potencial de um polo da maior importância para a Unilever e para o Nordeste do Brasil”, ressaltou.
CIMM - Centro de Informação Metal Mecânica

terça-feira, 30 de junho de 2015

Indústrias vão investir R$ 97 milhões em Pernambuco

Foram aprovados 23 projetos de indústrias, 10 importadoras e três centrais de distribuição. Todos terão descontos no pagamento do ICMS




O Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) aprovou 36 projetos, incluindo 23 indústrias, dez importadoras e três centrais de distribuição. Os projetos industriais investirão R$ 97,1 milhões em 11 projetos de ampliação (com novas linhas fabris) e nove de implantação de empreendimentos. Os projetos vão gerar 838 postos de trabalho, dos quais 556 ficarão no interior e 282 na Região Metropolitana do Recife. Geralmente, o governo do Estado anunciava um grande investimento nas reuniões do Condic, o que não ocorreu este ano devido à crise econômica, que está provocando um freio nos novos investimentos.




Entre os projetos anunciados, o maior é a primeira ampliação da fábrica da Arno, que demandará um investimento de R$ 23,6 milhões na implantação de uma nova linha de produção de ventiladores e liquidificadores. A unidade pernambucana do grupo foi anunciada em maio, com um investimento inicial de R$ 25 milhões para fabricar ventiladores e máquinas de lavar. A previsão é que a unidade funcione em agosto próximo em Jaboatão dos Guararapes. No gráfico acima, estão os 10 maiores projetos industriais aprovados ontem, listados pelo valor do investimento. Preveem a produção cerveja artesanal, pallets, produtos químicos, colchões, parafusos, produtos de limpeza, acessórios para veículos, medicamentos, entre outras coisas.

“É muito importante ter ampliações, porque elas são confirmações de que as empresas fizeram a escolha certa do lugar para investir. Nos anima esse investimento de quase R$ 100 milhões. No primeiro trimestre deste ano, perdemos mais de 50 mil empregos. A nossa expectativa é de que depois de atravessar esse momento de crise, venha uma fase de empregos mais perenes e apareçam mais empreendimentos, que sinalizem a retomada do crescimento”, resume o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Thiago Norões.
Já as importadoras aprovadas pelo Condic vão comprar de azeite de oliva a produtos químicos (como polímeros, ácidos, entre outros), equipamentos para uso industrial, entre outros. Elas devem movimentar, anualmente, cerca de R$ 174,7 milhões na aquisição de mercadorias que vão trazer mais cargas para os portos do Estado.
Ainda na reunião do Condic, o engenheiro Aurélio Nogueira, que representa a indústria no conselho, entregou a Thiago Norões um pedido para que as empresas beneficiadas pelo Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe) em 1999 não fiquem sem o desconto do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) a partir de 2016. Pela lei do programa, os incentivos podem ser concedidos por 16 anos. O Prodepe dá um desconto de até 75% do ICMS para as empresas instaladas na RMR.
“As empresas que foram enquadradas em 1999 podem perder um desconto de 47,5% do ICMS a pagar em 2016. Isso vai causar uma distorção com as companhias que fazem parte do programa”, conta o presidente da Sociedade Pernambucana de Planejamento Empresarial, Márcio Borba. Com relação ao assunto, Norões afirma que a intenção do governo é dar um tratamento isonômico às empresas, mas que ainda não há uma definição de como isso será feito.
CONDIC-ARTE_web

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Gerador eólico sem pás de hélice é projetado para reduzir impacto visual e auditivo

O novo gerador sem lâminas foi criado para produzir eletricidade sem partes rotativas, em um espaço muito pequeno e com apenas um sussurro de ruído.



Ela lembra um junco gigante que balança com o vento, mas se trata de um protótipo de gerador eólico sem pás de hélice da empresa Vortex, que produz energia elétrica com pouquíssimas partes móveis, deixando uma pegada ecológica minúscula e em quase absoluto silêncio.
Projetada para reduzir os impactos visuais e sonoros dos geradores tradicionais com hélice, o conceito utiliza a energia dos vórtices do vento.
Muitos opositores das turbinas a hélice se preocupam com o risco que elas oferecem para aves e outros animais voadores, bem como com sua operação ruidosa e, especialmente nos casos de geradores comerciais, com o enorme tamanho das instalações. Tratando-se ou não de desculpas para aqueles que preferem permanecer com as tecnologias antigas e comprovadas de geração de energia elétrica, as turbinas eólicas convencionais têm esses efeitos colaterais que tendem a frear a sua aceitação e uso.
São esses fatores que fazem com que os criadores acreditem na vantagem da tecnologia que desenvolveram. A unidade é relativamente compacta e utiliza a oscilação de um mastro em reação aos vórtices de ar gerados pelo vento para movimentar uma série de elementos magnéticos posicionados próximos à base da estrutura, gerando eletricidade.
Apesar de não ser tão eficiente quanto às turbinas a hélice de alta velocidade, este fato é compensado pela menor quantidade de partes móveis do gerador que, de acordo com os criadores, é até 80% mais econômico na manutenção. Associado ao fato de, supostamente, ser 50% mais barata para fabricar e apresentar uma redução de 40% na pegada ecológica, em comparação às turbinas convencionais.
Há diversos outros conceitos alternativos para geradores eólicos, como a turbina “Solar Aero” e o “Saphonian”, este contando com um sistema de pistões hidráulicos.
A Vortex, por sua vez, se propõe a utilizar o movimento oscilatório do vento e não diretamente a sua “força”. O sistema explora o padrão repetitivo e alternado de vórtices que é gerado pelo escoamento do fluido (no caso, o ar) ao redor de um objeto sólido, conhecido como efeito de Von Karman.   
Isso quer dizer que, em conjunto, unidades Vortex podem ser posicionadas mais próximas umas das outras do que no caso de geradores a hélice, visto que distúrbios no escoamento se tornam muito menos críticos. Devido a isso, a geração de energia por área de um destes conjuntos de Vortex também deve ser maior que o de um conjunto de turbinas convencionais.
O primeiro modelo comercial será chamado Mini: uma unidade focada em aplicação residencial e para comércio de pequena escala, com 12,5m, para geração de 4kW.  Um modelo maior, chamado Gran, está em desenvolvimento e deve ser capaz de gerar até 1MW, dedicado à aplicação industrial e para companhias de eletricidade.
Para consolidar a produção, a equipe da Vortex lançou uma campanha de financiamento coletivo.
*Tradução livre CIMM, 


quinta-feira, 2 de abril de 2015

Fiat-Chrysler investe na Fábrica em Goiana (PE) para concorrer com o EcoSport

A aposta da empresa é que até 2018 o segmento de SUVs pequenos venda 328 mil unidades por ano.


Em menos de três meses, o grupo Fiat-Chrysler abriu no país 75 revendas da marca Jeep como parte da estratégia de tentar alçar o Renegade à liderança do mercado nacional dos utilitários-esportivos (SUV) de pequeno porte. Se atingir a meta, vai desbancar o Ford EcoSport, que ocupa o posto há dez anos.
O modelo começou a ser produzido na fábrica do grupo em Goiana (PE) e chegará ao mercado em 10 de abril. Somando as 45 lojas da marca Chrysler que já operavam no país, o grupo conta com 120 revendas e espera chegar a 200 até o fim do ano. Segundo Sérgio Ferreira, diretor geral da Chrysler Brasil, a abertura dessa rede representou investimentos de R$ 240 milhões (R$ 2 milhões por loja, em média) e a criação de 1.500 postos de trabalho.
"O Brasil é o segundo maior mercado do mundo para a marca Fiat-Chrsyler, atrás apenas dos Estados Unidos", diz Ferreira, ao justificar, em parte, a aposta da empresa no mercado brasileiro mesmo em tempos de crise, quando as vendas de veículos desabam. Ele ressalta que, apesar do cenário desfavorável para o mercado automotivo como um todo, as projeções são de crescimento de 40% a 50% no segmento de SUVs compactos neste ano, frente às 135 mil unidades comercializadas em 2014. O número representa 45% das vendas totais de utilitários no ano passado, incluindo os modelos de médio e grande porte.
A aposta da Fiat-Chrsyler é que até 2018 o segmento de SUVs pequenos venda 328 mil unidades por ano. Outras marcas apostam no segmento e farão forte concorrência ao Renegade, que deve custar a partir de R$ 70 mil.
A Honda também iniciou este mês a produção do HR-V na fábrica de Sumaré (SP), assim como a Peugeot, que entrou no páreo com o 2008 em Porto Real (RJ). Ferreira diz que a marca já tem 20 mil inscritos para comprar as primeiras unidades do Renegade e não revela, por enquanto, os planos de venda do modelo para o ano todo.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Primeiro carro da fábrica de Goiana - PE chega ao mercado

Jeep Renegade
O primeiro Jeep produzido na nova fábrica da montadora em Goiana (PE), saiu da planta para o mercado nesta quinta-feira (19/02). O modelo foi anunciado pela Fiat Chrysler Automobiles (FCA) durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro do ano passado.
“É um passo fundamental para multiplicar as vendas da marca no Brasil, contribuindo para torná-la uma força global”, disse em nota Stefan Ketter, vice-presidente mundial da manufatura da FCA/Projeto Pernambuco.
De outubro de 2014 para cá foram fabricados 250 modelos pré-série do Jeep Renegade para testes, mas eles não chegaram a ser comercializados. Nos testes, foram verificadas a geometria da carroceria e os padrões de pintura e solda dos carros, por exemplo.
O Jeep Renegade é um SUV compacto. Ele será produzido em três versões de acabamento, duas de motor e três tipos de tração. As versões serão Sport, Longitude e Trailhawk.
A fábrica da marca em Pernambuco tem capacidade para entregar até 250.000 veículos por ano, que serão direcionados à América Latina. Atualmente, 3.000 pessoas trabalham na planta, entre funcionários da própria Jeep e de outras 16 empresas fornecedoras.

Primeiro Renegade sai da linha de produção da fábrica da Jeep em Pernambuco Foto: Fiat Chrysler / Divulgação