segunda-feira, 30 de julho de 2012

Welle Laser desenvolve novo processo de soldagem


A empresa catarinense Welle Laser está desenvolvendo um novo processo de soldagem para dutos de petróleo. A técnica é capaz de soldar em uma velocidade sete vezes maior em relação ao modelo convencional. O processo utiliza técnicas convencionais em conjunto com o laser.
Na soldagem convencional, o ângulo formado entre as chapas é de 60º, já no processo desenvolvido é possível soldar em 12º e a uma velocidade de 1,6 metros por minuto, na soldagem do aço API 5L X-70. Esses valores foram alcançados na soldagem de dutos e devem estar em pratica a partir de 2013 na Petrobras. Outra vantagem apontada pelo Rafael Bottós, diretor da empresa, é a pequena dissipação do calor, que se restringe a área da solda.
Os diretores da empresa Rafael e Gabriel Bottós, trabalharam com laser durante a faculdade no Laboratório de Mecânica de Precisão (LMP) da Universidade Federal de Santa Catarina e estudaram no Instituto Frauhofer, na Alemanha, que desenvolve inúmeras pesquisas com a utilização do laser. Com esta experiência adquirida e de olho no crescimento da extração de petróleo no Brasil, os irmãos resolveram apostar em pesquisas na área. “Na Petrobras, quase todas as operações necessitam de soldagem”, enfatiza o engenheiro mecânico.
A parceria com o Instituto Frauhofer continua e os testes das pesquisas são realizados quatro vezes por ano na Alemanha.  A partir do próximo ano os testes serão feitos no Brasil, com o equipamento que chegou no Brasil em novembro e será instalado no LMP.  O custo foi de R$ 1 milhão e este é o maior equipamento de laser da América Latina. “A burocracia para a liberação do equipamento foi muito grande. Tivemos que assinar um documento garantindo que não usaríamos para fins militares”, conta Bottós.
A empresa também possui um contrato com a OSX e está desenvolvendo um projeto específico para eles, neste caso para soldagem de chapas metálicas para navios e que exige mudanças principalmente na automação do sistema óptico.
Rafael explica que a logística da aplicação ainda não está definida, mas o objetivo da empresa não é vender um produto, e sim, o serviço. Com a tecnologia nova, em um processo que reduz em 80% do material de soldagem, também é necessário elaborar os parâmetros de qualidade da solda. “Nas normas da Petrobras não há nada estabelecido para este tipo de solda, porque é tudo novo, então nós também estamos desenvolvendo estes parâmetros”, diz o diretor.
O desenvolvimento das pesquisas iniciou em 2009, com investimentos da empresa. Em 2010 a empresa ganhou um edital da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e possibilitou altos investimentos. Com o edital, os investimentos este ano alcançaram R$ 2,5 milhões, 80% deste valor com origem do Finep. Este ano a empresa ganhou outro acionista, o atual presidente da European Laser Institute e chefe de departamento do Fraunhofer Institut ILT, Stefan Kaierle.                         

Redutores Planetários REGGIANA REDUTORES

Amigos, este ano estarei mais uma vez em São Paulo participando da FENASUCRO.  Com um belíssimo stand onde teremos exposição da nossa linha de Redutores Planetários.   Aguardo a visita de vcs.







Cadeia de Óleo e Gás necessita de 208 mil profissionais


O setor de óleo e gás necessitará nos próximos cinco anos de uma mão de obra de mais de 208 mil pessoas para atender a todos os empreendimentos que estão em operação e os que estão por vir. Os cálculos foram realizados pelos técnicos do Prominp e discutidos ontem, durante palestra do representante do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural, Guilbert Dumas(foto). 
Desde que foi iniciado, em 2004, o Prominp já formou 86 mil profissionais e recebeu investimento de R$ 230 milhões. De acordo com um levantamento do programa, 32% dos alunos iniciaram as aulas empregados, ao final do curso 67% estavam empregados. Destes, 59% estavam no setor óleo e gás. Guilbert Dumas reforçou que os cursos não se destinam unicamente à formação de mão de obra para trabalhar na Petrobras ou no setor O&G e destacou o programa Aluno Empresa. 
Nesse projeto, as empresas interessadas podem entrar em contato com o programa para montar cursos de capacitação específicos para as necessidades da sua empresa, em parceria com as instituições de ensino conveniadas. Os cursos podem ser tanto básicos quanto para alta especialização. Ao contrário do programa tradicional, este exige contrapartida de 50% das empresas.
 
Uma das instituições que tem baseado sua atuação nas necessidades da indústria é o Instituto Federal do Espírito Santo. "Nossos cursos são implantados em consonância com as indústrias da região já instaladas ou aquelas que estão por vir", diz o pró-reitor de extensão do IFES, Tadeu Pissinati Sant´Anna. Entre os exemplos citados está a construção do campus de São Mateus, no norte do Espírito Santo, onde a Petrobras realiza extração de óleo. Os primeiro curso criado foi Técnico em Mecânica, em 2006. Hoje o campus possui 10 cursos, entre técnico, graduação e pós-graduação. A instalação do Estaleiro Jurong Aracruz também possibilitou parcerias entre a instituição e a empresa. O foco, nesse caso, é a capacitação de professores para a criação de um curso em tecnologia naval nos próximos anos. "A parceria deve incluir o envio de 15 a 20 professores para Cingapura [origem da Jurong] nos próximos cinco anos", conta Sant´Anna. A preparação se deve a expectativa de que novos estaleiros se instalem na região. 
 
O pró-reitor lembrou também que apenas a especialização não será suficiente para os jovens que ingressarem nos cursos técnicos. "A cadeia de óleo e gás está profundamente internacionalizada e o nosso Estado tem atraído diversas multinacionais de vários setores, então também é preciso dominar o inglês", enfatizou. Sant`Anna aproveitou a presença do representante do Prominp para pedir a inclusão da disciplina no currículo à exemplo do que estão fazendo em Anchieta, em parceria com a Companhia Siderúrgica de Ubu (CSU), siderúrgica da Vale que inicia operação em 2013.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Ja pensou em trabalhar em um estaleiro?


Seleção do STX Promar oferece 500 vagas. Os profissionais vão passar por testes e fazer curso no Senai
Micheline Batista
Novo estaleiro está sendo erguido na Ilha de Tatuoca e vai construir oito navios gaseiros para a Transpetro (TERESA MAIA/DP/D.A PRESS)
Novo estaleiro está sendo erguido na Ilha de Tatuoca e vai construir oito navios gaseiros para a Transpetro
OEstaleiro STX Promar, em implantação no Complexo Industrial Portuário de Suape, vai selecionar 500 profissionais, a partir de setembro, que poderão se tornar futuros funcionários da empresa. Eles passarão por diversas etapas, como testes de escolaridade, de aptidão profissional e por um curso no Senai. Os aprovados serão contratados e treinados no próprio estaleiro.
Atualmente, o STX Promar possui cerca de 200 funcionários, dos quais 60 são operários que estão passando por uma formação de seis meses no Estaleiro STX em Niterói (RJ). “São soldadores, maçariqueiros, encarregados e outros técnicos que trouxemos para serem treinados dentro da nossa cultura e dos nossos valores”, explica por telefone o presidente do STX OSV, Miro Arantes.
Segundo ele, essa primeira turma de operários deve retornar em dezembro e eles se tornarão multiplicadores, isto é, repassarão os conhecimentos adquiridos aos demais funcionários do estaleiro. Em janeiro, uma segunda turma, com mais 60 operários, seguirá para o Rio de Janeiro.
“Nossa meta é ter cerca de 10% de nossa mão de obra formada em Niterói. Até o fim de 2013 teremos que ter em torno de 1,5 mil profissionais trabalhando em Suape”, acrescenta Miro. Significa que o processo seletivo não se encerra em setembro. Existirão outras rodadas. Para o recrutamento, o STX Promar firmou acordo com prefeituras do entorno de Suape, como Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho.
As chuvas dos últimos meses atrapalharam um pouco as obras do empreendimento, mas não é nada que comprometa o cronograma de forma significativa. A parte de fundação já foi toda concluída e no momento estão sendo erguidos os galpões das oficinas e os prédios administrativos. Além disso, o cais também já começou a ser construído.
Enquanto os prédios administrativos não ficam prontos, a empresa mantém um escritório no bairro de Boa Viagem, no Recife. A expectativa é a de que a mudança para Suape ocorra ainda em dezembro. “Em janeiro, já começamos a preparar auxiliares de montagem ferramental e em junho o estaleiro fica pronto”, antecipa Miro Arantes.
Com o estaleiro pronto, começará o corte das chapas para a construção dos navios. O STX Promar vai construir oito navios gaseiros para a Petrobras Transporte (Transpetro), uma encomenda de US$ 536 milhões. A primeira embarcação deverá ser entregue em 33 meses a contar da eficácia do contrato, iniciada em novembro de 2011. Ou seja, em agosto de 2014.
Para evitar possíveis atrasos na entrega, seja em função de problemas com as obras civis, equipamentos ou mão de obra, como ocorreu com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), o STX Promar se antecipou e terceirizou a construção do casco do primeiro gaseiro para o STX em Niterói, onde o grupo possui 1,6 mil funcionários. Em 2013, com o estaleiro de Suape pronto, esse casco será trazido para Pernambuco, onde receberá o acabamento.
O STX Promar representa um investimento de R$ 250 milhões e terá capacidade para processar 60 mil toneladas de aço por ano. Os acionistas são a STX OSV, da Noruega (50,5%), e a brasileira PJMR (49,5%).
DIARIO DE PERNAMBUCO

Mais emprego e capacitacao em Caruaru



Novo CD da Coca-Cola em Caruaru vai gerar 103 novas vagas. A empresa também deve treinar 300 jovens
Thatiana Pimentel
Empresa vai investir R$ 8,5 milhões para montar o CD no terreno de 47,7 mil metros quadrados cedido pela prefeitura (ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS)
Empresa vai investir R$ 8,5 milhões para montar o CD no terreno de 47,7 mil metros quadrados cedido pela prefeitura
Aimplantação de um novo centro de distribuição (CD) da Coca-Cola Guararapes em Caruaru, confirmado na manhã de ontem, deve estimular a geração de emprego e renda na cidade, além de provocar avanços na capacitação dos jovens do município. O protocolo de intenção das obras foi assinado entre o prefeito de Caruaru, José Queiroz, e o diretor geral da empresa, Marcelo Mayer. Ainda no momento da assinatura, 103 novos empregos foram anunciados, assim como planos de treinamento para 300 jovens carentes da cidade. A prefeitura cedeu um terreno de 47,7 mil metros quadrados, localizado na entrada do Alto do Moura, onde será construído o novo CD. A empresa receberá ainda isenção de IPTU e ISS por dez anos. Em contrapartida, o grupo investirá R$ 8,5 milhões no município.
“Com a instalação do CD, estamos transformando Caruaru não apenas em um polo industrial, mas em um centro de serviços. Para isso, já firmamos parcerias com as universidades locais e com o Instituto Federal de Tecnologia (IFPE), que nos ajudarão a capacitar nossos moradores para as novas vagas que estão surgindo. Com isso, estamos deixando a renda gerada pelos novos empreendimentos dentro da cidade ”, afirmou o prefeito.
Complementando os esforços municipais, a Coca-Cola irá implantar uma unidade do Coletivo, que é um projeto especial da empresa que forma e encaminha jovens entre 17 e 25 anos para o mercado de trabalho. Marcelo Mayer acredita que até o final de 2013, cerca de 300 adolescentes de Caruaru serão capacitados no local. “Destes, iremos absorver pelo menos 30% como mão de obra do CD”, reforçou o diretor do grupo.
Além das capacitações, o novo centro de distribuição terá uma área quase três vezes maior do que o atual e o dobro de capacidade de armazenamento. Atualmente, o CD de Caruaru tem 2,9 mil metros quadrados e capacidade para 1.642 pallets (cada pallet suporta 10 caixas com seis garrafas de dois litros). A ampliação do armazenamento irá gerar um aumento no número de funcionários do local, que passará dos 315 atuais para 418. “Esperamos gerar essas 103 vagas no próximo ano, quando o centro começará a funcionar”, detalhou Mayer.
DIARIO DE PERNAMBUCO

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Pernambuco vive uma verdadeira revolução industrial, diz presidente do BNDES



Luciano Coutinho fez um sobrevoo de Goiana a Suape e se disse "impressionado" com o que viu. Segundo ele, em uma década, estado deverá se transformar num dos maiores polos industriais do país
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse estar “impressionado com a velocidade do que está acontecendo em Pernambuco”. Nesta sexta-feira (20), ele fez um sobrevoo de Goiana, na Mata Norte, até o Complexo Industrial Portuário de Suape, passando pela Arena da Copa, e almoçou com o governador Eduardo Campos, na sede provisória do governo estadual, no Centro de Convenções.
“O que está acontecendo em Pernambuco nos últimos quatro ou cinco anos é uma verdadeira revolução industrial. O estado vai se tornando cada vez mais industrializado e com matriz diversificada. Temos aqui empreendimentos nas áreas de refino de petróleo, petroquímica, siderurgia, indústria naval e offshore, automobilística, de equipamentos para energia elétrica. E também uma liderança na área de conhecimento, com um polo de software promissor e também o polo farmacoquímico”, destacou.
O presidente do BNDES observa que, no espaço de uma década, o estado terá atravessado uma “profunda mudança estrutural”, transformando-se num dos maiores polos industriais do país. “Isso demandará um grande volume de investimentos em infraestrutura, seja viária, ferroviária, aeroviária e de manejo de água. Estamos tentando trabalhar juntos para dar suporte a esse processo”, completou.
Coutinho se mostrou especialmente impressionado com os investimentos privados que estão sendo feitos ao longo da BR-101 para atender ao desenvolvimento de Suape. E observou que o polo automobilístico de Goiana, capitaneado pela fábrica da Fiat, está hoje no mesmo estágio que Suape estava há cinco anos: em fase de terraplenagem.
Pernambuco está entre os estados que mais contratam operações com o BNDES, incluindo projetos privados e públicos. Foram R$ 4,2 bilhões em 2010 e R$ 4,6 bilhões em 2011. “E essa escala tende a aumentar”, finalizou Luciano Coutinho.
Micheline Batista \ Diário de Pernambuco

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Qualificação vai atender a 12 mil trabalhadores



O governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), iniciam neste mês de julho ações de formação técnica profissional de 12 mil pessoas em situação de vulnerabilidade social, de um universo de 40 mil vagas previstas, que serão qualificadas este ano no Ceará.
A qualificação se dará por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), do Plano Brasil sem Miséria, e o do Programa Nacional de Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas).
Gestores e técnicos dos 33 municípios contemplados participarão de encontro, hoje, em Fortaleza, para debater a operacionalização dos programas em suas cidades. Inicialmente, foram pactuados os municípios com população superior a 50 mil habitantes.
As capacitações atenderão à demanda do mercado de trabalho, especialmente nas atividades do setor de serviços que, segundo o Dieese, comporta os profissionais que mais são prejudicados por falta de capacitação.
Os cursos de Formação Técnica Continuada irão contemplar pessoas entre 16 e 59 anos de idade, titulares e dependentes de programas federais de transferência de renda, beneficiários do Bolsa Família, definidos pelos municípios, nas áreas do comércio, indústria e serviços.