sábado, 28 de maio de 2011

Novo complexo do Paiva vai gerar 12 mil empregos

A Reserva do Paiva, em Suape, vai receber um complexo turístico formado por hotel cinco estrelas, centro empresarial e um shopping, com previsão de funcionamento em março de 2014. O investimento de R$ 450 milhões foi anunciado nesta segunda-feira (23) pelo governador Eduardo Campos, além de representantes da Odebrecht Realizações Imobiliárias e do grupo português Promovalor. Os dois últimos serão responsáveis por 51% e 49% do montante, respectivamente.

O projeto prevê um hotel cinco estrelas com 350 quartos e uma estrutura de lazer que inclui espaço fitness, SPA, restaurante, bar. Um centro de convenções, de arquitetura moderna, terá capacidade para abrigar 2.100 pessoas. Já o segmento comercial será composto por seis torres de sete andares cada, de aproximadamente 43 mil m2 de área total locável.

Entre os recursos disponíveis estão alta tecnologia e o conceito de sustentabilidade sócio-ambiental incorporado aos projetos. “Parte dos empreendimentos vai utilizar energia solar ao invés de elétrica. O uso racional da água também é uma das premissas. As casas vão captar a água da chuva e reutilizar para a irrigação. A acessibilidade está prevista para todo o bairro e a madeira utilizada será 100% de reflorestamento”, detalhou o diretor de incorporação imobiliária da Odebrecht, Luiz Henrique Oliveira.

A área empresarial ficará por conta de um shopping com área locável de 3 mil m2, integrado ao ambiente de praia e clima tropical. Construído sob um conceito inovador, chamado de Open Mall, o centro de compras contará com 40 lojas e será a aberto com jardins, espelhos d’água, vistas livres para a mata e para o mangue. No espaço, bancos, restaurantes, comércio e serviços, que funcionam integrados ao hotel e centro de convenções.

O empreendimento está na primeira, de três etapas previstas para a obra. No total, o projeto vai gerar 5.980 postos de trabalho diretos e indiretos, apenas no período de construção. Para a operação dos equipamentos, a previsão é que outras 7.025 vagas sejam criadas. Com dez anos de atuação no mercado europeu nos segmentos residencial, resort e serviços, o grupo Promovalor escolheu o estado como foco de investimento não por acaso.

Entre os principais motivos está o fato de Pernambuco ser uma das locações para a Copa de 2014. “Quando decidimos investir em algum país, o Brasil foi o primeiro que nos saltou a vista, pelo fato de falarmos a mesma língua e por ter empatia com Portugal. E quando olhamos para o Brasil, decidimos que Pernambuco fazia todo o sentido porque está sendo alavancado por conta da copa e por todo o investimento que está sendo feito em Suape”, completou o diretor de marketing da Promovalor, Tiago Vieira.

Para o governador Eduardo Campos, o novo Complexo do Paiva vai promover ainda mais o estado, aquecendo a economia local. “Vamos aproveitar a ótima oportunidade, que é a Copa do Mundo e trabalhar para que a maior parte dos postos de trabalho que serão criados sejam destinados aos trabalhadores do estado”.

Por Elian Balbino / Pernambuco.com

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Estrela inaugura sua primeira fábrica de brinquedos no Nordeste em junho

Investimento de R$ 8 milhões prevê geração de 150 empregos diretos; hoje, 40% da produção da empresa vem da China

Com um investimento de R$ 8 milhões, a Estrela vai inaugurar até o final de junho em Ribeirópolis, Sergipe, sua primeira fábrica de brinquedos no Nordeste, segundo o presidente da companhia, Carlos Tilkian. A nova unidade será voltada para atender o crescente mercado consumidor da região em condições de competitividade com os produtos chineses.

“O foco é ter uma linha específica de brinquedos grandes com preço unitário relativamente barato. O custo de fazer nas nossas fábricas no Sudeste e levar para o Nordeste implica num aumento muito grande por causa do frete, em torno de 20%”, disse Tilkian em entrevista ao G1.
Hoje, a Estrela possui duas fábricas no país, em Itapira (SP) e em Três Pontas (MG), com cerca de 800 funcionários. A nova fábrica em Sergipe irá entrar em operação com 150 empregados diretos e cerca de 100 costureiras contratadas em oficinas.

Nos últimos anos, após enfrentar uma forte crise em função da abertura do mercado para brinquedos importados, Estrela transferiu parte de sua produção para empresas terceirizadas na China. Em 2010, 40% da produção da empresa veio da China e 60% foi fabricada no Brasil.
“Hoje temos uma parte bastante relevante sendo produzida na China, não por problema de falta de tecnologia, criatividade ou design. São fatores de macroeconomia como câmbio, impostos e mão de obra que acabam fazendo com que a produção chinesa fique artificialmente mais barata”, explica o executivo.

Em janeiro, o governo elevou a alíquota de importação de diversos brinquedos de 20% para 35%. Na avaliação de Tilkian, o efeito da medida foi praticamente anulado pela desvalorização do dólar no ano.
“Houve uma desestruturação do mercado do mercado, mas a Estrela entende que estrategicamente deve manter um nível de produção importante aqui no Brasil e briga para tentar conscientizar o governo de que mais do que criar problemas para a importação, a administração federal deveria incentivar a produção nacional”, opina.

Segundo o presidente da companhia, o contexto macroeconômico exige que a Estrela mantenha essa flexibilidade entre produção local e importação. “Se o modelo econômico diz que temos que importar muito, a gente tem hoje como importar. Se mudar, se o câmbio voltar para R$ 3, então temos fábrica para produzir aqui”.

PE 360 Graus | Da Redação do G1

Mão de obra é desafio para setor de petróleo

Com estabilidade política e econômica e a abertura do mercado, o Brasil é um país “inevitável” para um número cada vez maior de empresas do setor de óleo e gás. Principalmente porque a Petrobras, a empresa mãe do setor no Brasil, tem um plano bilionário de investimentos do qual ninguém quer ficar de fora. Essa é basicamente a visão de Francisco Aristeguieta, diretor da área de serviços financeiros do Citibank para a América Latina e México, sobre a situação atual do país, que tem condições incomparáveis de atração de investimentos, oportunidades e desafios. “O mais difícil já se logrou, que é o modelo político e o processo fiscal estável, sem inflação”, afirma.

O executivo aponta entre os desafios do país prover a indústria de engenheiros, técnicos e principalmente infraestrutura capazes de preparar tantos eventos simultâneos que vão exigir maciços investimentos como a Copa do Mundo de futebol de 2014, a Olimpíada de 2016 e o plano estratégico da Petrobras para o pré-sal. Com alguns parceiros, a estatal prevê aumentar de 2 milhões para 3 milhões de barris por dia a produção de petróleo até 2014/2015 e para 5 milhões de barris/dia em 2020.

Os investimentos programados até 2014 são de US$ 224 bilhões, mas estão em fase de revisão. Somente o pré-sal da bacia de Santos vai absorver US$ 73 bilhões em investimentos até 2015, dos quais 74%, ou US$ 54 bilhões, virão da Petrobras e o restante dos seus parceiros (BG, Repsol, Galp e Shell, entre outros). “Será um desafio para o país prover todas as pessoas, os talentos, os trabalhadores e a infraestrutura para fazer tudo o que é preciso ao mesmo tempo”, lembra Aristeguieta.

Michael Roberts,, chefe global do corporate banking e de crédito de capitais do Citibank, compara a situação atual do Brasil, que ele considera desafiadora, à da Noruega na década de 70, no início da exploração de petróleo no Mar do Norte. Ele lembra que na época o país nórdico encontrou as primeiras reservas e atraiu empresas que levaram tecnologia e capital.

A grande diferença com relação ao Brasil é que a Noruega é menor e com necessidades energéticas que puderam ser atendidas facilmente, permitindo a exportação de excedentes da produção de petróleo e a formação de um fundo soberano bilionário. Já o Brasil é um país gigante que descobriu grandes reservas no momento em que ainda tem um enorme mercado para ser atendido.

Os dois executivos avaliam como correta a decisão do governo brasileiro de atrair não apenas a indústria como a transferência de tecnologia para o mercado local no momento em que o país se prepara para viver um “boom” no setor. O próprio Citi começou a investir nesse nicho no país há cerca de dois anos, contratando pessoal com conhecimento sobre a indústria. Além da Petrobras, a sua carteira de clientes no Brasil conta com Odebrecht, Repsol, Chevron, El Paso, Anadarko, Baker Hughes, Transocean, Statoil, Cameron e as chinesas Sinochem e Sinopec.

Roberts compara a situação do país com a Rússia, exportador onde não há segurança regulatória e onde é difícil empresas estrangeiras operarem, e a China, que não produz o suficiente para atender a própria demanda e precisa focar na produção fora do país, para concluir que o Brasil é o melhor local para se estar. “É no Brasil que estamos dispostos a financiar mais projetos. O país tem uma série de atrativos e isso explica o êxito do aumento de capital da Petrobras.”

Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner | Do Rio

Sucessor do Uno Mille será montado em Pernambuco

Ainda em fase testes , o Mini Fiat é a grande aposta da montadora italiana para substituir o Mille, a partir de 2014.

O modelo, que será fabricado em Suape (PE), foi baseado no Fiat Seicento, cuja produção  iniciou em 1998, na Polônia, e permaneceu por 12 anos. A escolha do inspirador polonês não foi por acaso, já que o Seicento atende os requisitos principais para assumir a posição do Mille: baixo custo de produção e aderência às normas de segurança. Por isso, decidiu-se aproveitar a base de um veículo já existente, sendo até mesmo possível que parte da fábrica polonesa seja trazida ao Brasil e instalada na unidade de Suape, em Pernambuco.

O Seicento vai servir apenas como inspiração para o Mini Fiat, pois a montadora deve adequar o carro para deixá-lo mais próximo do estilo de automóvel brasileiro.

O novo carro será menor que o seu antecessor, e em termos de motor, é esperado que venha com um bicilíndrico Multiair, capaz de emitir menos poluentes.

O popular Mille terá sua fabricação encerrada, provavelmente no final de 2013, devido a questões de segurança.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Inscrições para programa Novos Talentos (PETROBRÁS) vão até o dia 22

Começam amanhã, com um dia de atraso, as inscrições para a primeira chamada do programa Novos Talentos, lançado ontem pelo governo do estado em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Problemas técnicos teriam motivado o adiamento.

Os interessados terão até o dia 22 para se inscrever exclusivamente pelo site da Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo (www.stqe.pe.gov.br). O programa prevê a abertura de 5,1 mil vagas em cursos profissionalizantes, até o fim do ano, para a população de baixa renda.

Para participar é preciso ter mais de 18 anos, possuir renda per capita de até dois salários mínimos, estar cursando ou ter concluído o ensino fundamental e ser trabalhador empregado ou desempregado.
As aulas de 151 turmas (2.140 vagas) devem ter início no fim do mês. A segunda chamada do programa compreenderá as demais 2.960 vagas, com convocatória em julho. Os cursos têm carga horária mínima de 160h, com aulas de segunda a sexta-feira.

 Com informações de Ed Wanderley, da redação do DIARIODEPERNAMBUCO
 

Vaga para Estagiária (Setor de Compras)

    Leitores a empresa TAVEX está em busca de uma estagiária para o setor de compras.

    Requisitos:  Sexo feminino, que esteja no curso de Adm (preferencialmente) do 2º ao 4º periodo.
 
    A empresa ofereçe: Vale transporte, refeição, assistência médica, período de 6horas de segunda a sexta feira.

  Apenas quem se enquadra, enviar Currículum para: jose.oliveira@tavex.com.br

 

terça-feira, 17 de maio de 2011

Petrobras não exigirá experiência em SUAPE

Os profissionais capacitados para atuar no Complexo Industrial Portuário de Suape deverão ser beneficiados com a assinatura de um Protocolo de Intenções estabelecido entre o Governo do Estado e a Refinaria Abreu e Lima. A parceria busca qualificar e facilitar o ingresso destes trabalhadores às funções oferecidas em Suape, anulando a exigência de experiência profissional para aqueles que forem capacitados pelo Centro de Certificação e Pessoas, que deve ser implantado pelo Governo do Estado até o segundo semestre.

“Temos satisfação em assinar este protocolo porque a Petrobras sempre investiu em pessoas, tecnologia e desenvolvimento econômico. Estamos tentando trazer mais do que uma refinaria para o Estado”, ressaltou o presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes. Segundo o secretário de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, Antônio Carlos Maranhão de Aguiar, a implantação do Centro de Certificação foi idealizada dentro do Fórum Suape Global, mas a proposta deve ser ampliada para envolver os segmentos de comércio, serviços, hospitalidade, entre outros.

“Existe um Sistema Nacional de Certificação de Pessoas, gerido pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial). O Inmetro concede autoridade e credita instituições para fazer, em nome dele, certificações em níveis básicos e técnicos”, detalhou. Segundo Maranhão, a certificação funcionará como a comprovação de uma entidade de terceira parte, diferente da instituição capacitadora, garantindo que o curso de qualificação proporciona a capacitação necessária àquele profissional.

O Centro deverá reunir diversas instituições, como a Fundação Brasileira de Tecnologia e Soldagem, Associação Brasileira de Ensaios Não-Destrutivos e Inspeção, Associação Brasileira de Manutenção, entre outras. Cada instituição terá o seu espaço para realizar exames práticos e teóricos no espaço, que deverá ser administrado pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep). Para sair do papel, a Secretaria deverá se reunir, no próximo mês, com as entidades qualificadoras. “Queremos viabilizar o início do funcionamento até o segundo semestre des­te ano. Para isso, estamos montando um projeto para apresentar ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) como parceiro financeiro desse projeto”, revelou Maranhão.

Folha de Pernambuco