quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Vitória de Santo Antão terá fábrica italiana de vidros

Italiana Glass Company também produzirá painéis solares. Investimento é de € 12 milhões e o início das operações está previsto para o mês de outubro de 2015
Polo Vitoria Foto Michele Souza -JC ImagemO polo industrial da Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, vai ganhar reforço com a implantação de uma fábrica de vidros e painéis solares da empresa italiana Glass Company. A unidade vai receber investimento de  € 12 milhões e tem previsão de começar a operar em outubro de 2015. A proposta é atender ao mercado brasileiro, sem descartar a possibilidade de expandir o atendimento para a América Latina.
“A Glass Company está presente no Brasil desde 1996, com uma fábrica no Rio Grande do Sul. Mas essa unidade está focada na fabricação de vidros para a construção civil, enquanto a de Vitória de Santo Antão poderá atender tanto ao setor quanto a usinas solares”, declarou ao Portal A Voz da Vitória Ebert Casanova, diretor da Consultoria Confiance Gestão Contábil & Negócios, que intermediou a atração do investimento.
O executivo afirma que o interesse do grupo italiano era fazer o investimento em São Paulo, mas acabou se convencendo a ficar em Pernambuco. A empresa vai pleitear os incentivos do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe). Os sócios adquiriram um terreno de quatro hectares na BR 232, em Vitória. A unidade tem capacidade para produzir 30 mil metros quadrados de vidro por turno de produção. No primeiro ano de operação, a previsão é que o faturamento mensal da indústria fique na casa dos R$ 3,5 milhões.
O vidro fotovoltaico chega a ser 20% mais caro que os comuns, mas são sustentáveis, permitindo a geração de energia solar. O produto é constituído por lâminas de células fotovoltaicas fabricadas com silício, que é um elemento químico semicondutor. Esse material é instalado em vidros comuns, que absorvem a radiação solar e transformam em energia.
“Ainda não temos contratos fechados, mas conversamos com construtoras, hotéis e móveis que se interessam pelo produto”, adiantou Casanova. Segundo ele, regras do Programa Minha Casa, Minha Vidasugerem a substituição do vidro comum pelo fotovoltaico.
Em Pernambuco, a Glass Company se associou a Coliseum Leilões e a MF de Lima. Na distribuição societária, a Glass terá 30% de participação e os outros dois sócios, 35% cada um.
USINA SOLAR
A Fábrica da Glass Company integra um projeto maior, que prevê a implantação de dez usinas solaresnos municípios sertanejos de Salgueiro e Serra Talhada. A previsão é investir  € 430 milhões em usinas com 30 MW cada uma. O projeto terá participação de fundos de investimentos alemão e japonês, com participação de 50% e as empresas interessadas em se agregar poderão entrar com participação a partir de 10%.
A ideia inicial era implantar os parques em Afogados da Ingazeira, mas a localização foi revista. Os projetos da fábrica e da usina foram apresentadas em dezembro de 2013, em reunião com o Governo do Estado.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Novidades da Moderna Equipamentos para a Fimmepe Mecânica Nordeste

Daniel Torquato, Diretor Financeiro, fala sobre sua participação na Fimmepe Mecânica Nordeste 2014, a importância da feira para o setor, e as novidades que a Moderna Equipamentos trará para o evento.





Qual a importância da Fimmepe Mecânica Nordeste para o setor? 
A feira representa o crescimento na Região Norte e Nordeste do país.

Qual o resultado esperado com a participação da Moderna Equipamentos Industriais na Fimmepe Mecânica Nordeste? 
Com a participação neste importante evento para o setor industria e pela alta qualificação dos visitantes/compradores, a Moderna Equipamentos espera aumentar em 20% o faturamento da empresa.

Quais produtos/serviços a Moderna Equipamentos Industriais lançará ou dará destaque no evento? 
Juntas de expansão metálicas e não metálicas fabricadas pela Balg; placas de papelão hidráulico, juntas metálicas, placas de grafite flexível e fixadores especiais fabricados pela Lamons; selos mecânicos de ultima geração para todos os seguimentos industriais incluindo petróleo e gás  fabricados pela Marksol.


quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Navio pernambucano João Cândido conclui operação inédita do pré-sal

Embarcação exportou petróleo do pré-sal para o Chile

 / Guga Matos

Guga Matos

Primeiro navio construído pelo Estaleiro Atlântico Sul, no Complexo de Suape, o petroleiro  João Cândido concluiu, no início deste mês de agosto, a inédita operação de exportação de petróleo do pré-sal realizada por uma embarcação encomendada pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef) da Transpetro. No dia 1º de agosto, o navio ancorou próximo ao Terminal de Angra dos Reis, um mês depois de iniciar a odisseia que o levou até o Chile, comprovando sua segurança e eficiência também em rotas de longo curso.
A viagem, iniciada no próprio terminal fluminense, tinha como objetivo transportar 1 milhão de barris de petróleo até águas chilenas, onde seria descarregado através de operação ship-to-ship, no Porto de Talcahuano, e também no Terminal de San Vicente. As operações de descarregamento foram realizadas com sucesso, mas, antes disso, o navio enfrentou mar agitado e ondas grandes. Ship-to-ship é uma operação que consiste no transbordo de petróleo ou derivados, de um navio para outro amarrados lado a lado com dispositivos de proteção entre eles e conectados por mangueiras especiais.
Na passagem pela costa argentina no caminho de ida, o Suezmax passou, pela primeira vez, por ondas de até 8 metros, acompanhadas de rajadas de vento de cerca de 70 km/h. Já em águas chilenas, após cruzar o Estreito de Magalhães, passagem natural entre os oceanos atlântico e pacífico, enfrentou novos desafios como tempestade de neve e temperaturas negativas. A alta tecnologia da embarcação e seu sistema de calefação garantiram o conforto e segurança da tripulação.
Já no retorno ao Brasil, ainda em águas chilenas, ondas de 15 metros foram enfrentadas pelo navio, que rumou para os canais patagônicos, desviando de novas tempestades e possibilitando uma navegação com mais velocidade. De volta aos mares brasileiros, o gigante de 274 metros foi recebido sem contratempos, completando sua viagem de 7.078 milhas náuticas, equivalente a mais de 13 mil quilômetros.
Atualmente, sete embarcações do Promef estão em operação e outras 14 estão em construção.
JC ONLINE

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Fiat seleciona profissionais do distrito de Tejucupapo

Os candidatos devem ter ensino médio completo. As vagas são para mecânico, eletricista, auxiliar de produção e auxiliar logístico


 / Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Profissionais do distrito de Tejucupapo, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, estão sendo selecionados pela Fiat Chrysler, no polo automotivo de Goiana. As vagas são para mecânico, eletricista, auxiliar de produção e auxiliar logístico.
Os candidatos devem ter o ensino médio completo. O currículo impresso deve ser entregue na Escola Heroínas de Tejucupapo até quinta-feira (28), das 9h às 16h. A escola fica na Rua do Juá, sem número.

JC Online

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Refinaria Abreu e Lima vai receber primeiro navio de petróleo no próximo dia 03/09/2014

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O primeiro navio da Petrobras trazendo óleo da Bacia de Campos, no Rio de Janeiro, para processar na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) tem data prevista para atracar no Porto de Suape, no próximo dia 3. A chegada da embarcação vai marcar o início dos testes da unidade de refino com petróleo passando nas tubovias (estruturas que levam o óleo cru do navio até a planta industrial) e na linha de produção. A expectativa é que a embarcação atraque no píer de granéis líquidos (PGL) 3, um dos três berços construídos exclusivamente para esse tipo de operação.
Com previsão de inaugurar no dia 4 de novembro, a Rnest tem capacidade para processar 230 mil barris por dia. A unidade vai transformar petróleo em óleo diesel, nafta, coque de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e bunker (combustível marítimo). A previsão inicial era que a Rnest recebesse três navios superpetroleiros por semana para abastecer a unidade, mas a falta de conclusão da dragagem do canal externo deve fazer a Petrobras rever a estratégia.
Nesse primeiro teste será usado um navio menor para carregamento de petróleo apenas para teste. Os superpetroleiros (com capacidade para transportar um milhão de barris de petróleo) precisa de uma profundidade de 20,5 metros. A dragagem do canal de acesso permitiria essa profundidade. Apesar de ter atingido 95,60% de execução, o status atual não permite a atracação desses navios gigantes.
O secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, Márcio Stefanni, explica que a conclusão da obra esbarrou em problemas técnicos e financeiros. Orçada inicialmente em R$ 340 milhões, a obra está paralisada desde maio de 2013. A constatação da existência de pedras no fundo do canal fizeram o orçamento da dragagem explodir, em função da necessidade de implodir as pedras. O governo de Pernambuco informou a situação à Secretaria Especial de Portos, com a necessidade de complementar o investimento na obra em quase R$ 100 milhões. O projeto acabou questionado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e a obra não voltou a avançar. Com o problema, a Petrobras terá que mudar a logística, aumentando o número de atracações de navios menores (no lugar dos superpetroleiros) para transportar o petróleo.
TESTE
Em novembro do ano passado, o Porto de Suape realizou a primeira movimentação de carga de petróleo, numa preparação para atender a Abreu e Lima. Operado pela Petrobras, o navio tanque Aliakmon atracou no Pier de Granéis Líquidos (PGL) 3B, com uma carga de 13,5 mil toneladas de petróleo cru proveniente de Xaréu, no Ceará. O material foi descarregado em outra embarcação, o navio tanque Norient Scorpius. O procedimento durou cerca de 24 horas e, depois, o navio seguiu para Manaus. A operação foi um marco para o Porto de Suape.
JC ONLINE

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Promar lança navio neste mês

Primeiro gaseiro que foi construído em Pernambuco pelo estaleiro entrará na fase final de testes. Falta fechar a data para a cerimônia
O estaleiro Vard Promar, localizado no Complexo Industrial Portuário de Suape, programa para a segunda quinzena deste mês o lançamento ao mar do primeiro navio gaseiro (usado no transporte de GLP, o gás de cozinha) construído em solo pernambucano. Esta é a fase final de testes, onde são identificados possíveis problemas e realizados os ajustes necessários. A previsão é de que a encomenda seja entregue à Transpetro, subsidiária da Petrobras, e responsável pela encomenda, em dezembro.
A solenidade de lançamento ao mar deve contar com a presença de autoridades do setor. Porém, o estaleiro ainda aguarda a agenda da subsidiária para fechar a data da solenidade. A expectativa é de que, na ocasião, seja anunciado o nome do navio, que, por enquanto, está sendo chamado de EP-3. Procurada pelo Diario, a assessoria de imprensa do órgão afirmou que ainda não há previsão para o lançamento da embarcação. A construção do navio teve início em julho de 2013.
O estaleiro pernambucano faz parte da divisão Vard, o braço offshore do grupo italiano Fincantieri, referência na construção naval mundial. Apenas para erguer o empreendimento, cujas obras estão em fase final, foram investidos R$ 350 milhões. O Promar possui contrato com a Petrobras para a construção de oito navios até 2017, totalizando uma carteira de encomendas de US$ 536 milhões.
Além do EP-3, já foi dada a largada em Suape para a construção do quarto gaseiro. Para não atrasar o cronograma de entregas, já que, além de iniciar a produção de navios, o grupo precisaria estar com a parte física do estaleiro em obras, os dois primeiros navios do pacote começaram a ser construídos na fábrica do Vard Promar em Niterói, no Rio.
Pelo cronograma da empresa, a previsão é de que em 2015 sejam entregues três, no ano seguinte dois e em 2017, o último. O Vard Promar também possui contrato com a Dofcon Navegação, empresa do segmento de instalação offshore, para construção de dois Pipe-Laying Support Vessel (PLSVs), navios de lançamentos de tubos, cuja construção deve ter início até o final do ano. Este último contrato é no valor de US$ 500 milhões.

Fonte: Diario de Pernambuco

terça-feira, 1 de julho de 2014

Grupo Lear, fornecedora da Fiat, busca profissionais em Pernambuco


O Grupo Lear, fabricante de bancos automotivos que está instalando uma unidade em Goiana, onde será fornecedora da Fiat, está em busca de profissionais. O cargo com mais demanda é o de costureira. Até o final do ano, serão 170 funcionários contratados. A função pode ser exercida por homens e mulheres.
Neste caso, a porta de entrada é a capacitação oferecida pelo Senai, por meio do Pronatec (programa do governo federal) ou do Novos Talentos (oferecido em parceria com o governo do estado). Os currículos devem ser enviados para selecaogoiana@lear.com.
A empresa também está em busca dos profissionais que fizeram o curso técnico em vestuário da escola do Senai de Paulista. Os concluintes, independente do ano de conclusão, podem encaminhar o currículo para o mesmo e-mail (selecaogoiana@lear.com) e no assunto colocar: “Ex-aluno Senai Paulista”.
A empresa também busca profissionais da área de Qualidade, Logística e Manutenção. Quando em plena operação, a unidade deve contratar 110 pessoas nessas três áreas. Os pré-requisitos básicos são: morar em Goiana ou arredores, ter o segundo grau completo e, preferencialmente, com curso técnico nessas áreas. Os currículos devem ser encaminhados para o mesmo e-mail.
O Grupo Lear será responsável pela produção de capas, espumas dos bancos e montagem dos assentos dos veículos fabricados pela Fiat em Pernambuco. A produção começará com 30 kits para carros (dois bancos dianteiros e um traseiro) por hora. Quando em pleno funcionamento, serão 60 por hora.
As contratações do Grupo Lear para o cargo de costureira já iniciaram. Nove mulheres embarcam na próxima quarta-feira (2) para o México, onde passarão um mês em treinamento na maior unidade da marca, localizada em La Cuesta, no México. Quando retornarem, elas servirão como multiplicadoras dos demais funcionários.
Das nove profissionais que embarcam, sete fizeram o curso de qualificação para Costureiro Industrial do Vestuário. As duas profissionais restantes fizeram o curso técnico em vestuário também pelo Senai e participaram de um processo seletivo.

Rochelli Dantas – Diario de Pernambuco