sexta-feira, 5 de julho de 2013

Brasil precisa formar 850 mil profissionais até 2015 em áreas de excelência do SENAI

Levantamento aponta necessidade de formação de pessoas em ocupações técnicas nas quais a instituição alcança padrões internacionais de qualidade
Até o fim de 2015, o Brasil terá de formar 850 mil profissionais em 33 ocupações industriais. O dado faz parte de uma análise inédita realizada pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Nessas áreas, a educação oferecida pela instituição tem padrão de excelência internacional.
Prova disso é que estudantes dos cursos oferecidos pelo SENAI em 34 modalidades profissionais representam o Brasil no WorldSkills 2013, o maior torneio de educação profissional do mundo. Neste ano, o evento reúne em Leipzig, na Alemanha, cerca de mil competidores de 53 países em 46 ocupações industriais e do setor de serviços.
A análise mostra também que, além do número de vagas, os salários oferecidos nessas áreas são compensadores. A remuneração média para essas profissões supera os R$ 2 mil. A análise inédita é baseada em dados do Mapa do Trabalho Industrial, elaborado para subsidiar o planejamento da oferta de cursos técnicos e de formação inicial pelo próprio SENAI.
As ocupações do Brasil na área industrial no WorldSkills 2013 são: Aplicação de Revestimento Cerâmico, CAD, Caldeiraria, Construção de Moldes, Construção em Alvenaria, Cozinha, Design Gráfico, Eletricidade Industrial, Eletricidade Predial, Eletrônica Industrial, Estruturas Metálicas, Fresagem CNC, Impressão Offset, Instalação Hidráulica e a Gás, Instalação Manutenção de Redes, Joalheria, Manufatura Integrada, Manutenção Aeronáutica, Marcenaria, Marcenaria de Estruturas, Mecânica de Automóveis, Mecânica de Refrigeração, Mecatrônica, Pintura Automotiva, Polimecânica, Robótica Móvel, Sistema Construção Drywall, Soldagem, Soluções de Software, STI, Tecnologia da Moda, Tornearia CNC, Vitrinismo e Web Design.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Recife vira comando mundial da área industrial da Fiat

Mudança demonstra relevância do projeto de Pernambuco para os negócios da multinacional do setor automotivo


O comando da área industrial da Fiat/Chrysler foi centralizado no Recife, de onde um membro do primeiro escalão mundial do grupo vai acompanhar de perto o desenvolvimento do complexo automotivo, considerado o “estado da arte” em tecnologia. O polo de Goiana, Mata Norte de Pernambuco, é um investimento de R$ 4 bilhões e representa todas as apostas da companhia para manter a futura liderança no quarto mercado automotivo do planeta, o Brasil, que tem no Nordeste sua principal nova fronteira.
A absoluta relevância que a Fiat dá ao projeto em Pernambuco foi demonstrada ontem pelo anúncio do presidente do grupo na América Latina, Cledorvino Belini, em evento do Grupo de Líderes Empresariais (Lide) de Pernambuco, encontro que reuniu dezenas de donos e presidentes de companhias estaduais, além de autoridades como o vice-governador João Lyra Neto.
Belini anunciou a instalação no Estado, sem menção ao período de permanência, do escritório de Stefan Ketter, diretor mundial de Manufatura da Fiat/Chrysler e membro do conselho, máximo escalão do grupo. Para entender o poder decisório do executivo, basta dizer que ele tem sob sua linha de comando a área industrial de 158 fábricas da Fiat automotiva.
No topo, a Fiat SpA (sociedade anônima) se divide em Fiat/Chrysler, que se ramifica em fabricantes de carros e de autopartes, e a Fiat Industrial, de fábricas de tratores e veículos pesados. Na Fiat/Chrysler, Stefan Ketter comanda toda a área de linha de produção e é ainda membro do conselho.
Filho de alemães, o executivo nasceu em São Paulo em 1959 e dividiu os estudos entre Brasil, Alemanha e França. Após experiências no desenvolvimento de indústrias para Volkswagen e Audi, ele ingressou na Fiat em 2004, onde comandou a construção de fábricas na China, Sérvia, Estados Unidos e México.
O papel dele, agora, é cuidar de uma peça-chave em um momento fundamental do grupo no Brasil. “A construção da fábrica de Pernambuco é o maior empreendimento Fiat/Chrysler no mundo. Está em plena fase de construção. Envolve uma equipe enorme, um controle enorme e necessita de uma gestão própria. Então, a Fiat deu um passo extremamente importante”, explicou Belini.
“Ketter é o responsável mundial por manufatura. E foi tomada uma decisão importante. O escritório dele passa a ser no Recife. E do Recife ele vai comandar o mundo e, também, a construção dessa fábrica”, complementou Cledorvino.

Giovanni Sandes / JORNAL DO COMMERCIO

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Nova Fábrica em Glória do Goitá investe R$ 20 milhões

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O município de Glória do Goitá, na Zona da Mata Norte do Estado, terá nova unidade industrial a partir do ano que vem. A Totalplast (Indústria de Descartáveis Ltda) vai investir R$ 20 milhões na planta, que ocupará uma área de dez hectares. Com a fábrica pernambucana, a unidade de Criciúma (SC) passará a atender outro tipo de demanda. A administração da empresa prevê que sejam gerados entre 150 e 180empregos e a capacidade de produção chegue a 450 milhões de copos, pratos e potes por mês.
A chegada da Totalplast complementa o setor industrial da cidade, que já conta com as recém inauguradas Nissin Ajinomoto (de macarrão instantâneo) e WHB (de autopeças). A mudança para Pernambuco, disse o diretor-presidente da Totalplast, Gustavo Althoff, tem muito a ver com questões logísticas. Funcionando no Sul, a empresa viu as vendas no Nordeste aumentando e, com elas, o custo de transportes subindo e encarecendo o preço final dos produtos entre 15% e 20% o produto.
A transferência concede competitividade ao negócios, porque daqui a Totalplast vai atender Norte e Nordeste, abrindo espaço para mudança de perfil da planta de Santa Catarina, que passará a fabricar bandejas de isopor, rodela de pizza, marmitas e outros itens feitos de poliestireno expandido (isopor). A Totalplast assinou protocolo de intenção no fim do ano passado e com o terreno terraplanado, agora aguarda licença da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) para dar continuidade às obras civis. A CPRH informou que a licença número 5552/2013 será emitida na próxima semana.
A previsão, segundo a Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper), é que a planta seja concluída em março de 2014 e operacionalizada entre junho e julho. A empresa conta com incentivos fiscais do Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe). Segundo Althoff, o investimento vem de recursos próprios e serão aportados na construção. O maquinário será trazido de Santa Catarina. “Hoje, a nossa fábrica é uma das mais atualizadas do mercado e em termos de custo homem é uma das melhores do Brasil”, pontuou. A empresa tem quatro anos de mercado e foi porta para a entrada no setor industrial para o grupo familiar que possuía uma factoring e uma rede de supermercados. “A partir de um estudo, resolvemos por esse segmento”, comentou.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Hemobrás abre seleção para estágio

A Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) abriu seis vagaspara estudantes de nível superior de diversas áreas. As oportunidades são para o escritório no Recife e o candidato precisa estar cursando a partir do 4º perído. Das vagas ofertadas, cinco são para jornada de trabalho de 30 horas semanais e uma com carga horária de 20 horas semanais.
Para a área de comunicação, o interessado deve estar cursando Design Gráfico ou Publicidade, a partir do 5º período, com conhecimento em Corel Draw, Photoshop, Ilustrator, InDesign e fotografia. Na área de compras, a vaga é para estudante de Direito, a partir do 5º período, com conhecimento na área de gestão de contratos. Em gestão de pessoas, é preciso estar no curso de Administração, a partir do 4º período, o mesmo requesito para a vaga na área administrativa. Para a área Socioambiental, selecionam-se estudantes de Engenharia Ambiental, Biologia, Gestão Ambiental, Tecnologias Ambientais, Farmácia, Química ou Engenharia Química. Desejável conhecimento de hemoterapia, sistema de gestão ambiental e gerenciamento de resíduo, incluindo coleta seletiva.
A bolsa é no valor de R$ 1 mil (30 horas) e R$650 (20 horas), além de vale-transporte de R$ 6 por dia. Os currículos devem ser enviados para o e-mail selecao@hemobras.gov.br, até a próxima quinta-feira, 20 de junho.
Diário de Pernambuco

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mais uma Empresa Anuncia Investimento no Polo Farmacoquímico - Goiana PE


Mais uma empresa anunciou investimentos no Polo Farmacoquímico pernambucano, localizado em Goiana. Com investimento inicial de R$ 5 milhões, o grupo Multisaúde irá construir a segunda planta brasileira no local. A empresa irá se instalar em uma área total de 4,2 hectares. A previsão é de que a construção tenha início em agosto.
Durante a construção da planta serão geradas 60 oportunidades de trabalho. Quando entrar em operação, a demanda será de 43 funcionários. A ideia é que estes funcionários sejam treinados por meio de uma parceria entre a Prefeitura de Goian, a Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo e outra instituições locais.
A operação deve ter início em janeiro de 2016. Em Goiana, o grupo Multisaúde deve 1,2 milhão de comprimidos do polivitamínico, carro-chefe da empresa. Além deele, serão produzidos medicamentos fitoterápicos, nutracêuticos, homeopáticos e alopáticos, entre eles o energético Energiton e o nutracêutico Beauty Body Sculpture Lipo Solution, dedicado a eliminição da gordura localizada.
Para se instalar em Goiana, o grupo recebeu incentivos fiscais concedidos pelo Programa de Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe) e pela infraesrtutura fornecida pelo Governo do Estado, através da Agência de Desenvolvimento Econômico (AD Diper).
O Polo Farmacoquímico é composto por uma área total é de 345 hectares. Por enquanto, o único projeto que está sendo implantado é o da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). Outras sete empresas têm projetos anunciados para a região: VitaDerm, Riff, AC Diagnóstico, Ionquímica, Lafepe Química, Cosméticos e Rishon.
Diário de Pernambuco

terça-feira, 11 de junho de 2013

Fábrica de dormentes da Ferrovia Transnordestina demite 800 funcionários


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A fábrica de dormentes da Ferrovia Transnordestina está completamente parada. A produção, localizada no município de Salgueiro, no Sertão do estado, era a única movimentação efetiva de atividade no projeto em Pernambuco e sua suspensão levou à demissão de aproximadamente 800 trabalhadores, segundo o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem no Estado de Pernambuco (Sintepav-PE).
O representante da subsede do sindicato em Salgueiro, Luciano Silva, afirmou que a Transnordestina Logística (TLSA), empresa responsável pela obra, alega que o estoque de dormentes está em capacidade máxima e a obra não avança com velocidade para reduzir esse volume, estimado em 350 mil unidades. Com essa quantidade, é possível montar cerca de 200 quilômetros de ferrovia. “Recontratações só em outubro, eu acho”, previu.
Há um ano, essa produção também passou por suspensão, pelo mesmo motivo. Com as demissões atuais, cerca de 3 mil trabalhadores permanecem no projeto em Pernambuco. São 4,5 mil no total. A construção hoje está em montagem da superestrutura da ferrovia (a fase trata da colocação dos trilhos e dormentes) em Parnamirim e Arcoverde, onde um túnel segue em construção para que os trens passem sob a BR-232. A cidade também possui uma unidade industrial para fabricação de pré-moldados.
Apesar dos desligamentos, uma paralisação de advertência da força de trabalho está agendada para a próxima semana. “Há uma parcela da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) vencida e outra vence em junho. Vamos pressionar com paralisação nos três estados para que esse ponto se regularize”, pontuou Silva. A assessoria de Imprensa da TLSA não emitiu posicionamento sobre a obra. Com informações do Diario de Pernambuco.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

O 2º Estaleiro Pernambucano.


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Começa a operar a fábrica que consolida polo naval
Adriana Guarda
O Vard Promar, segundo estaleiro pernambucano, começa a funcionar no próximo dia 17, no Complexo de Suape. O start será dado com o corte da chapa de aço do primeiro navio do empreendimento. Vizinho de muro do Atlântico Sul, o Promar contribui para dar forma ao polo naval do Estado. Com expertise na fabricação de embarcações de apoio offshore (fundamentais na exploração de petróleo em águas profundas), o estaleiro tem o plano audacioso de conquistar 30% das encomendas da Petrobras no setor. Até 2020, a petrolífera vai contratar 150 desses navios.
A primeira encomenda da indústria são oito navios gaseiros (usados no transporte de gás liquefeito de petróleo, o gás de cozinha) para a Transpetro, com valor de R$ 917 milhões. “Vamos construir essas embarcações que são simples, mas nosso principalnegócio são os navios de apoio offshore. Nos últimos 9 anos construímos 30 deles”, destaca Miro Arantes, presidente do estaleiro. O Vard Promar conta com uma unidade em Niterói, além da nova planta em Suape. Os dois primeiros gaseiros da Transpetro estão sendo construídos no Rio. “Fizemos isso para não atrasar o cronograma, porque a primeira embarcação precisa ser entregue ao cliente em maio de 2014”, afirma. O primeiro navio made in Pernambuco, que começa a ser construído no dia 17 deverá integrar a frota da Transpetro em abril de 2015.
O Vard Promar espera consolidar sua carteira até 2017 com a encomenda de dois navios Pipe-Laying Support Vesse (PLSV) para a Petrobras. A companhia está licitando quatro embarcações desse tipo. O consórcio formado pela francesa Technip e a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) ficaram em primeiro lugar no certame para arrendar dois desses navios à Petrobras e escolheram o Vard Promar para construir as embarcações. As empresas aguardam o sinal verde da Petrobras para tocar a encomenda. Arantes explica que os PLSVs têm mais tecnologia embarcada e maior valor agregado, com preço estimado em US$ 250 milhões cada um.
O empresário acredita que o desafio da retomada da indústria naval brasileira nos próximos anos será atingir índices internacionais de produtividade. “A curva de aprendizagem de um estaleiro é de 5 a 10 anos”, afirma. Para evitar o problema crônico de mão de obra, a empresa decidiu qualificar 100 profissionais que vão atuar em Suape na planta de Niterói. Hoje, o estaleiro conta com 325 funcionário e deverá fechar o ano com 600. Quando estiver em plena operação serão 1.500 colaboradores.
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