quarta-feira, 13 de março de 2013

Nazare da Mata ganhara uma pedreira este ano


O crescimento da Zona da Mata Norte do Estado, principalmente, com os altos investimentos na construção civil, fomentou a implantação da Pedreira da Mata Extrações Minerais, em Nazaré da Mata. A nova indústria espera faturar R$ 800 mil mensalmente e produzirá 25 mil metros cúbicos de brita por mês, extraídos da jazida de granito própria, de 106 hectares, dentro da área na qual será construída. Serão investidos R$ 9 milhões iniciais, com operação agendada para começar em junho deste ano e expansão em novembro, que exigirá mais R$ 3 milhões em investimentos, quando a produção chegar a 40 mil m³ mensais. A unidade irá gerar 70 empregos iniciais e mais 25 na expansão. Os principais cargos serão de engenheiro de minas, engenheiro mecânico, motorista, mecânico, operador de escavadeira e de maquinário em geral.
“Queremos atender à fábrica da Fiat e os polos farmacoquímico e vidreiro, puxados respectivamente pelas fábricas da Hemobrás (Empresa Brasileira de Hemodervados e Tecnologia) e CBVP (Companhia Brasileira de Vidros Planos), todos em Goiana. Mas a ideia é buscar mercado, também, nas cidades circunvizinhas”, disse o diretor comercial da empresa, Francisco Dantas. A sociedade é pernambucana e já atua no setor de construção, com uma empresa de terraplanagem. 
O empreendimento já possui alvará de funcionamento e todas as licenças necessárias de instalação e operação. A dinâmica da atividade funciona da seguinte forma: da jazida, são tiradas pedras com dois metros de diâmetro e colocadas para moer, de onde saem com 19 milímetros. “Acredito que agora seja a hora dos investimentos se deslocarem para o Norte. O setor de mineração está em constante crescimento por conta da chegada de novas fábricas e do aumento de obras importantes no Estado, como o Arco Metropolitano, um grande projeto rodoviário que vai beneficiar a mobilidade naquela área”, afirmou Dantas. 
Para a implantação, o grupo recebeu incentivos fiscais advindos do Programa para o Desenvolvimento de Pernambuco (Prodepe), que garante incentivos fiscais de acordo com a localização geográfica escolhida, privilegiando o Interior. Na Zona da Mata, é garantido o desconto de 75% do crédito presumido do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
FOLHA PE

segunda-feira, 11 de março de 2013

Japoneses de olho em PE


Comitiva formada por executivos de empresas instaladas em São Paulo e EUA buscaoportunidades
ROCHELLI DANTAS
Integrantes da missão visitarão Suape, a unidade da Impsa Wind e a Musashi
Os japoneses estão de olho em Pernambuco. Uma comitiva de 23 empresários do Japão está no estado para conhecer de perto o desenvolvimento pernambucano. É o primeiro passo para futuros negócios. Ontem, os executivos participaram de um seminário onde foram apresentados dados do crescimento estadual. Muitas empresas demonstraram interesse em conhecer melhor os projetos.
Entre as empresas participantes estava a Mitsubishi Indústrias Pesadas do Brasil, que possui projetos de construção de uma fábrica de equipamentos pesados no país. “Eles estão conhecendo as regiões e as demandas brasileiras, mas já nos candidatamos para este investimento”, afirmou o presidente da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (AD Diper), Roberto Abreu e Lima.
A comitiva é formada por representantes de empresas japonesas instaladas em São Paulo e nos Estados Unidos, como a Daikin (fabricante de ar-condicionado), Sumitomo Chemical America (da área de produtos químicos), Kawasaki Heavy Industries Ltda. (que fabrica máquinas pesadas para construção civil), Harrington (produtora de equipamentos para indústria naval e eólica) e a Otisuka Farmacêutica.
“Eles querem conhecer algo mais do que Rio de Janeiro e São Paulo. Após uma pesquisa, foi levantado o interesse por Pernambuco. O nosso objetivo é atrair os investimentos. Queremos ser o primeiro na fila para projetos desses investidores”, disse Abreu e Lima.
A missão foi montada pela Organização de Comércio Exterior do Japão (Jetro). Ontem, o presidente da Nissin Ajinomoto, Mitsuaki Morihiro, contou a experiência de construir uma fábrica em Glória do Goitá. “O presidente falou sobre o diferencial competitivo e os incentivos oferecidos para que o investimento se consolidasse”, explicou o presidente da AD Diper.
Hoje, os integrantes da missão visitarão o Complexo Industrial Portuário de Suape, a unidade da Impsa Wind e a Musashi, empresa japonesa fabricante de peças para móveis, que está instalada em Igarassu.

Carro produzido com impressora 3D pesa 544 kg


As impressoras 3D já nos surpreenderam produzindo os mais diversos tipos de objetos. Entretanto, a maioria deles não passava de pequenos utensílios ou representações de coisas maiores. Agora, se você é um entusiasta dessa tecnologia, que tal ter um carro feito sob medida e impresso tridimensionalmente? Você pode adquirir um caso tenha US$ 50 mil para investir na criação de Jim Kor.
O carro desenvolvido e produzido por Kor se chama Urbee e pode levar duas pessoas sustentadas por apenas três rodas: duas na parte da frente e uma atrás apenas para manter o equilíbrio. A estrutura do veículo é toda feita a partir de um processo que não junta peças, sendo necessárias 2,5 mil horas de trabalho de uma impressora 3D para ficar pronta.
 
Depois de a carcaça toda preparada, aí sim chegam as peças para colocar o acabamento, motor, rodas e outros elementos necessários para o funcionamento. Ainda assim, o Urbee pesa somente 544 kg e mede 3,04 metros. Um carro pequeno e muito econômico, segundo o criador.
 
O motor elétrico do carro “impresso” terá apenas 10 cv de potência, conseguindo chegar a uma velocidade de até 65 km/h. Além do mais, a estrutura do veículo, como diz Kor, “é tão forte quanto a de um Prius da Toyota”. 
 
Até agora, Kor tem 14 encomendas para entregar. Entretanto, boa parte delas é de pessoas que trabalharam no projeto.
 
Por Leonardo Müller/ TecMundo

quarta-feira, 6 de março de 2013

Empreendimento de R$ 1 bilhão, num terreno de 50 hectares, está sendo erguido às margens da PE-075, próximo à Fiat


O consórcio Paradigma – formado por três construtoras pernambucanas de médio porte: AWM Engenharia, São Bento Incorporações e CA3 Construtora – realizou, nesta segunda (4), o lançamento oficial de obras e vendas da primeira etapa do Northville, primeiro bairro planejado de Goiana, na Mata Norte do Estado, empreendimento de R$ 1 bilhão, num terreno de 50 hectares, às margens da PE-075, próximo a Fiat. O lançamento contou com a presença do governador Eduardo Campos.
“O projeto total tem 2,2 mil residências. Hoje estamos lançando apenas 10% desse conjunto”, calcula um dos sócio do Northville Alexandre Mirinda, que também é presidente do conselho da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi). Segundo ele, o metro quadrado será comercializado, em média, por R$ 3,5 mil.
A parte residencial do empreendimento será formado por condomínios de prédios e casas isoladas. Um dos condomínios terá 32 unidades de dois quartos cada, em prédios de quatro pavimentos. O outro terá 42 apartamentos de três quartos em prédios de sete andares. Para construção de casas, cuja regra é ter, no máximo, térreo e primeiro andar, serão 105 lotes, variando de 450 m² a 900 m². Os apartamentos de dois quartos podem ser pleiteados através do programa Minha Casa, Minha Vida, para aqueles que têm renda entre cinco e dez salários mínimos.
O Northville terá ainda setores comerciais, empresariais, de saúde, universitário, shopping, áreas esportivas e verde, além de hotel. Segundo Mirinda, o projeto mudou e, em vez de um primeiro hotel, se instalará um apart hotel de 120 quartos, com 35 m² cada um. Avaliado em R$ 18 milhões, o lançamento está previsto para os próximos 60 dias. “Nosso foco passou a ser a pessoa que tem necessidade menor de espaço, que está só, sem a família”, diz Mirinda. Sobre a escola e a universidade, ele diz que ainda está em processo de fechamento. “Temos dois nomes bastante interessados, um de São Paulo e outro do Recife”.
JC ONLINE

Seca no Nordeste afeta 10 milhões de pessoas


A baixa temperatura dos oceanos Pacífico e Atlântico é a causa da falta de chuva na região
Seis estados do Nordeste brasileiro ainda sofrem com a seca, que afeta 10 milhões de pessoas. Na Bahia, em Alagoas, Sergipe, Pernambuco, na Paraíba e no Rio Grande do Norte chove apenas em pontos isolados, o que não resolve a situação, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A baixa temperatura dos oceanos Pacífico e Atlântico é a causa da falta de chuva na região.
No Recife, mesmo com a chuva na noite de domingo (3) o racionamento nas áreas planas começou na sexta-feira (1°) e 82 bairros da região metropolitana são afetados. De acordo com a Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos de Pernambuco, a medida foi adotada porque uma das barragens opera com apenas 19% da capacidade.
sistema prevê que as áreas planas do Recife terão 20 horas com água e 28 horas sem. Nas áreas de morro, o racionamento já era a medida utilizada como prevenção. O rodízio foi adotado levando em consideração a situação dos principais reservatórios de água que abastecem a região, já que no mês de fevereiro choveu apenas 30% do esperado.
O índice de chuva abaixo da média nesses estados é 75%. O restante corresponde à quantidade igual ou acima da média. De acordo com o Inmet, não há previsão de chuva para os próximos cinco dias em Alagoas, Sergipe e na Bahia, que estão com o maior número de municípios ainda em situação de emergência.
No sul dos estados do Maranhão e do Piauí a chuva tem sido constante desde outubro. No Maranhão choveu 190 milímetros (mm) dos 230 mm esperados para todo o mês de fevereiro. Em Teresina, choveu mais que o esperado, 200 mm. Para o Inmet, esses dados indicam que “a situação nesses estados está se normalizando”. No litoral entre Natal e o Recife também chove, mas ainda é muito pouco para abastecer a população.
Fonte: Agência Brasil

Kia estuda fábrica no Brasil


Apesar da crise na União Europeia, a Kia é uma das poucas marcas generalistas que cresceram em vendas no ano passado. Por isso, resolveu usar parte dos seus 15 minutos de apresentação no Salão de Genebra para mostrar números e gráficos de emplacamentos locais.
“De 2008 a 2012, a marca sul-coreana dobrou suas vendas na Europa”, foram uma das frases da explanação de Michael Cole, principal executivo da empresa na região.
Os números mais interessantes, no entanto, anunciavam a potência do novo esportivo da marca e miravam o estande da VW. É de olho no mercado do Golf GTI (230 cv) que a Kia mostra o Pro ceed GT. O hatch, com opção de carroceria de duas ou quatro portas, traz motor 1.6 turbo com injeção direta de gasolina e 204 cv.
 Divulgação 
O ‘primo’ invocado do Hyundai i30, no entanto, terá preço cerca de 15% inferior ao do VW em mercados como o francês, mas não tem planos a curto prazo de desembarcar no Brasil, assim como o conceito Provo, outro de apelo jovial.
À Folha, o vice-presidente mundial da Kia disse que a marca ainda estuda a possibilidade de construir uma planta no país e que ainda não decidiu qual veículo poderia ser nacionalizado. “Nesse momento, cogitamos uma operação separada da [parceira] Hyundai [que tem já uma fábrica em Piracicaba (SP) produzindo o HB20].”
FOLHA DE SÃO PAULO

Mulheres na engenharia


"Vou estudar engenharia". Essa frase ainda é mais comum entre os homens, porém público feminino já representa uma parcela significativa entre os estudantes de engenharia e entre profissionais do setor metalmecânico. 
Quando, em 1973, Monica Ferreira do Amaral Porto decidiu cursar engenharia civil na Escola Politécnica (Poli) da USP, ela era uma das 14 meninas em um universo de 150 alunos. Nestes 40 anos, Monica, que atualmente é vice-chefe do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Poli-USP, nota um aumento significativo da presença feminina nos cursos de engenharia.
 
Os dados comprovam isso. Segundo o Anuário Estatístico da USP, em 2011 as mulheres representavam 17% dos alunos de graduação de engenharia da Escola Politécnica. Monica afirma que nunca teve qualquer tipo de obstáculo por parte de colegas e professores ao estudar engenharia civil. Em 2005, Monica foi a primeira professora titular do curso na Poli. Em 2011, as mulheres correspondiam a 11% do corpo docente da instituição.
 
"Posso contar nos dedos de uma mão as vezes que sofri qualquer tipo de preconceito pelo fato de ser mulher", comenta a engenheira. Ela defende que a complementariedade de visões é muito interessante, em qualquer campo. "As mulheres têm facilidade para ter uma visão mais ampla do problema, elas tendem a ser mais multidisciplinares. Já os homens costumam apresentar uma visão mais focada. Essas duas visões em conjunto são muito importantes na engenharia ou em qualquer outro segmento", diz. 
 
Monica acredita que há profissões que naturalmente têm um maior encaminhamento de homens ou mulheres, o que não deve ser julgado como certo ou errado. "O tratamento precisa ser igual, independentemente de ser homem ou mulher, mas os números de cada um não precisam necessariamente ser os mesmos", avalia.
 
Nos cursos de pós-graduação de engenharia da USP, as mulheres correspondem a 25% dos alunos. A professora de engenharia civil, Monica Porto, explica que o número de mulheres cresce em relação aos cursos de graduação graças à visão mais multidisciplinar e também porque a maioria dos alunos de pós-graduação estão na faixa entre 25 e 35 anos, época que mulheres costumam engravidar. "Assim, elas aproveitam esse período para buscar a especialização, em uma atividade não tão desgastante", afirma Monica.
 
Profissionais
O Recrutando.com, portal de recrutamento especializado em engenharia e TI, está em funcionamento há um ano e também traduz a tendência de um número mais significativo de mulheres. "Cerca de 20% dos cadastros de currículos na área de engenharia são de mulheres. Mas como o número de engenheiros do sexo masculino ainda é bem maior, as empresas naturalmente acabam recebendo mais currículos de candidatos homens", explica o diretor de operações do site, Luiz Pagnez.
 
O sócio e diretor comercial da Search Consultoria em Recursos Humanos, Renato Maleckas, atuou por 16 anos na indústria de autopeças e automobilística. Maleckas afirma que mesmo em uma indústria tão tradicional, como é a automotiva, as mulheres já conquistaram seu espaço.
 
"As mulheres de um modo geral têm características importantes para esse segmento. Elas tendem a ser mais comprometidas, seguir mais os procedimentos dentro da empresa e tem uma sensibilidade mais apurada, o que é importante em setores que exigem mais cuidado, nos quais a peça não pode ter qualquer tipo de risco ou dano, por exemplo", explica. O sócio da Search diz que as mulheres apresentam um índice de perda de peça 5% menor que o dos homens e são muito requisitadas em setores que trabalham com material de precisão, como é o caso da estamparia e corte fino. 
 
Maleckas acredita que é saudável essa união de homens e mulheres dentro da indústria automotiva. "Penso que daqui uns cinco anos as mulheres estarão respondendo por 40% a 60% dos trabalhadores no segmento de metal-pesado", avalia. 
 
Na indústria de máquinas e ferramentas, a presença feminina também começa a ganhar corpo. A OSG Sulamericana, fabricante de ferramentas de corte, conta com uma porcentagem de 10% de mulheres. Na unidade de Bragança Paulista, no setor de engenharia, elas ocupam 16% das vagas. Na área de produção, esse número cai para 7%.
 
Para a psicóloga do setor de RH da empresa, Suzimara Silva, as mulheres, em geral, têm algumas características essenciais para o setor. "Elas são mais detalhistas, tendo melhor desempenho nas atividades que exijam maior concentração. São mais disciplinadas, cumprem melhor as normas e regulamentos e também são mais estáveis, não trocam de emprego com frequência", comenta a psicóloga. 
  
Entre os colaboradores da Mitsui Motion Máquinas, cerca de 40%  são mulheres, que estão distribuídas nos setores de vendas, engenharia, administrativo e RH. Uma dessas mulheres é Raquel Barberino, coordenadora do departamento comercial da empresa. O desejo pela área de engenharia já existia desde criança, quando desmontava computadores, controles remotos e brinquedos eletrônicos para entender como funcionavam. Mas o ingresso em um curso de engenharia não foi tão simples. Vinda de uma família humilde, Raquel tinha que acordar às 4h da manhã para ir a um cursinho preparatório. Após dois anos de estudos, ingressou no curso Processos de Produção Mecânica da Faculdade Pública de São Paulo (FATEC-SP).  
 
"De 80 alunos na sala, tínhamos seis mulheres. Destas, duas desistiram nos primeiros semestres", conta a coordenadora comercial. Depois, Raquel ainda cursou Engenharia de Produção Mecânica. Agora, após oito anos de experiência na área, Raquel, que já passou por três empresas da área de máquinas (Ergomat, Okuma e, atualmente, na Mitsui Motion), percebe um crescimento no número de mulheres no setor. "Trabalho em algumas feiras, nas quais expomos nossos produtos, e cada vez mais o número de mulheres, profissionais da área, vem aumentando e a tendência é que isso aconteça nos demais setores", afirma. 
 
Para ela, o maior desafio de atuar em um segmento ainda composto majoritariamente por homens, é ter uma postura diferenciada e mais incisiva no convívio profissional. O presidente da Mitsui Motion Máquinas, Marcos Bastos, acredita que a presença feminina em setores, como o metalmecânico, não é apenas uma tendência, mas um necessidade das próprias empresas. 
 
Salário
De acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, a diferença salarial entre homens e mulheres era de 25%. Em uma pesquisa da Mercer, divulgada em 2012, o operacional é o setor da empresa que mais reforça essa diferença salarial, no qual os homens costumam receber um salário 63% mais alto que as mulheres. Na presidência, o gap salarial é de 42%. 
 
Para o sócio da Search Consultoria em RH, Renato Maleckas, essa diferença salarial vem diminuindo da indústria e a tendência é que haja um equilíbrio nos próximos anos. 
 
Por Karine Wenzel/ Portal CIMM