terça-feira, 19 de junho de 2012

Indústrias de cana ganharão selo de boas práticas

A cerimônia de outorga do selo de boas práticas às indústrias de cana-de-açúcar começou nesta quinta-feira no Palácio do Planalto, com a presença da presidente Dilma Rousseff.

De acordo com organizadores, 169 empresas do setor sucroenergético serão agraciadas com o selo "Empresa Compromissada", em reconhecimento às ações que beneficiam o trabalhador da cana-de-açúcar, concedido pela Comissão Nacional de Diálogo e Avaliação do Compromisso Nacional.

O Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na cana-de-açúcar foi firmado em junho de 2009 entre governo federal e entidades de trabalhadores e empresários do setor. O objetivo é aprimorar as condições de vida e de trabalho no cultivo da cana-de-açúcar e reintegrar os trabalhadores desempregados pelo avanço da mecanização da colheita.

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), uma das integrantes do compromisso, está representada no evento pelo presidente de seu Conselho Deliberativo, Pedro Parente. Além das 169 usinas que receberão o Selo, outras 86 já aderiram ao Compromisso e estão em processo de verificação para receber o Selo posteriormente.
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Fiat à margem da crise italiana

Presidente da multinacional fala ao JC e garante que turbulência europeia não afeta construção da fábrica em Goiana

Giovanni Sandes


“Não existe fábrica que se faça do dia para a noite.” O tom não é ofensivo ou de desabafo, mas didático, uma observação do presidente da Fiat/Chrysler na América Latina, Cledorvino Belini, sobre a expectativa pelo início das obras da Fiat em Goiana, no Litoral Norte. Lá, a montadora vai investir R$ 4 bilhões. Na noite da última quarta-feira, no Recife, primeiro dia de uma agenda de eventos da Fiat na capital, Belini falou com exclusividade ao JC.

A conversa foi rápida. Ele abordou o desafio técnico de criar no Estado uma fábrica de classe mundial, a segunda da empresa italiana em seus 36 anos no Brasil, e, questionado, ressaltou: a crise europeia não ameaça a vinda da Fiat para Pernambuco.

Belini veio ao Recife abrir o lançamento de novos produtos da montadora no Estado, o primeiro desde que a empresa anunciou o investimento em Goiana. Pouco depois de apresentar os veículos, Belini foi abordado pelo JC. O principal ponto da conversa foi a expectativa da população pelas obras da Fiat. A montadora ressalta manter como início de funcionamento da fábrica o mês de março de 2014. Mas, no Litoral Norte, a expectativa é pelo início da construção, que vai gerar até 7 mil empregos.

Segundo Belini, ainda não é possível dar prazo para o início das obras. A Fiat trabalha no detalhamento da fábrica, que vai integrar muito os fornecedores à linha de produção de veículos, um abastecimento em tempo real. “Esse detalhamento técnico é muito complexo. Não só pela engenharia, processos, contratos, mas também porque envolve o futuro. Como saber qual a tecnologia certa, duradoura? É difícil”, comentou Belini. Como exemplo de complexidade, o executivo apontou para um carro lançado no evento: “Um automóvel desses tem 3.500 componentes.”

Sobre os nomes de fornecedores da Fiat que virão para Pernambuco, Belini disse que os contratos ainda serão fechados e que os nomes vez por outra lançados na mídia seriam só especulação.


Ele foi perguntado sobre o risco de a Itália, sede da Fiat, ser o novo foco da crise europeia. Belini falou da gravidade da situação no mundo, mas ponderou de forma tranquila: “Isso não afeta nosso projeto em Pernambuco. Uma fábrica desse porte é um investimento de longo prazo.”

Minutos antes da entrevista, o executivo, no palco do evento, elogiou as medidas do governo federal para reaquecer as vendas de automóveis, como a nova redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e falou sobre o papel da Fiat no desenvolvimento de Pernambuco.

E sintetizou, em uma frase curta, a aposta da Fiat no Nordeste, que tem 53 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 250 bilhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Isso significa, em termos de geração de riqueza, que o Nordeste é equivalente ao quarto país mais importante da América do Sul.”

Governador atesta os prazos da montadora


O governador Eduardo Campos, durante evento da Fiat, na última quarta-feira, (13/06) afirmou que a montadora está cumprindo todos os cronogramas acertados pela montadora com o Estado. Isso apesar de o próprio governo ter montado cursos focados no setor com uma meta específica: ter pessoal e terraplenagem do terreno da fábrica prontos, em Goiana, até abril passado. A meta é ter a fábrica operando em março de 2014.

A afirmação do governador foi feita em discurso para uma plateia de donos de concessionárias, frotistas e fornecedores da Fiat, além de jornalistas de todo o Brasil, trazidos ao Recife para o lançamento de novos produtos da montadora.

INSTALAÇÃO DA FÁBRICA Aproveitando a solenidade com executivos da Fiat, Eduardo Campos afirmou que as datas acordadas com a empresa estão sendo cumpridas

Eduardo respondia a elogios públicos feitos pelo presidente da Fiat/Chrysler na América Latina, Cledorvino Belini, quando citou o assunto dos prazos, sem qualquer menção a uma data efetiva para o início das obras.

“O time de nosso governo e o time da Fiat estão cumprindo todos os cronogramas que acertamos mutuamente, para termos trabalhando nos próximos meses, em Goiana, gente pernambucana, gente nordestina”, afirmou Campos.

O governador, assim como fez Belini, elogiou os incentivos concedidos pelo governo federal à indústria automotiva como forma de evitar que o Brasil sofra os efeitos da crise econômica mundial.


Em outro momento do discurso, Eduardo ressaltou a ousadia da Fiat em desbravar o Nordeste, se instalando em Goiana, Pernambuco, assim como a empresa fez há 36 anos, quando escolheu se instalar em Betim (MG), fora de São Paulo, grande polo automotivo do País.

Fora do palco, em entrevista, Eduardo comentou a proposta feita por sua equipe de governo à Fiat (e revelada pelo JC, na última quarta-feira), de criar um ou mais polos para instalar os fornecedores da indústria automotiva no Litoral Norte.

Desde que a Fiat foi anunciada para o Litoral Norte, a grande discussão é sobre a disposição geográfica dos sistemistas. Cerca de 15 deles ficarão no mesmo terreno da fábrica da montadora. Mas em torno de 40 seriam instalados em um raio de até 40 quilômetros da fábrica, de forma dispersa.
A ideia em discussão é criar núcleos de fornecedores. Foram apresentadas três diferentes áreas à montadora. Eduardo ressaltou que o novo formato é fruto de debate com a Fiat e serviria para organizar e planejar melhor a chegada das dezenas de sistemistas (como são conhecidos fornecedores fisicamente ligados à linha de produção), concentrando serviços básicos como coleta de esgoto e de lixo, luz e abastecimento de água.

“É uma coisa mais planejada, mais estruturada. O impacto desses investimentos pode ser mais e mais aproveitado, se racionaliza custos. É algo que pode ser feito, evitando inclusive erros que foram cometidos no setor em São Paulo, no Paraná e em Minas Gerais, no processo de chegada dos sistemistas”, comentou o governador.

JORNAL DO COMMERCIO

China é vista como a principal economia mundial, diz enquete

A China já é percebida em grande parte do mundo como a principal economia mundial, embora na realidade seja a segunda, atrás dos Estados Unidos, mostrou uma enquete publicada nesta quinta-feira pela imprensa chinesa.

A pesquisa de opinião, elaborada em 21 países pelo Centro de Pesquisa Pew para o Povo e a Imprensa, com sede em Washington, reflete a crescente imagem de solidez econômica da China no mundo e a erosão da dos Estados Unidos como superpotência desde a crise, destaca o diário "Shanghai Daily".

Segundo o estudo, no qual foram ouvidas por telefone 26.210 pessoas de 21 países, entre eles Brasil, Reino Unido, México, Japão, Índia, França e Estados Unidos, 41% dos indagados disseram que a China é a maior potência econômica mundial, enquanto 40% acreditam que são os Estados Unidos.
Em 2008, quando explodiu a crise financeira mundial, 45% dos participantes da pesquisa haviam indicado os Estados Unidos, contra os 22% que citaram a China.

A tendência a favor da imagem da China como a maior potência econômica é agora especialmente forte na Europa, onde 58% dos britânicos têm essa percepção, em contraste com os 28% que têm ideia igual dentro dos EUA.

Já na China apenas 29% dos ouvidos viram seu próprio país como a principal economia mundial, frente aos 48% que indicaram os EUA.

A China superou a Alemanha como o maior exportador mundial em 2009, e agora já é a segunda economia mundial, acima do Japão, tudo isso apesar do grande desequilíbrio interno na distribuição da riqueza. EFE

ÉPOCA NEGÓCIOS

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Caruaru poderá receber fábrica de motores



A montadora de ônibus e caminhões que a Schacman planeja instalar em Caruaru, no Agreste, pode trazer a reboque uma fábrica de motores para o estado.
Representantes da Weichai, controladora da Schacman, também integrarão a comitiva que visita Pernambuco nas próximas terça e quarta-feiras (12 e 13). Todos os veículos fabricados pela Schacman que rodam na China são equipados com motores Weichai. O investimento previsto na montadora é de cerca de R$ 1 bilhão, podendo gerar aproximadamente mil empregos diretos.
Para o presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico (AD Diper), Márcio Stefanni, a instalação de uma fábrica de motores da Weichai ajudaria a Schacman a atingir o índice mínimo de nacionalização dos seus veículos, de 65%. “Eles têm interesse e querem se beneficiar do regime automotivo vigente para manter a alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) sem elevação”, afirma. A ideia é começar produzindo entre 800 e mil veículos/ano, chegando a 20 mil/ano em cinco anos. “Eles querem ter uma participação relevante no mercado brasileiro”, completa Stefanni.
De acordo com a AD Diper, a comitiva chinesa será composta por quinze executivos da Shaanxi Automobile Group Co. Ltda. (SAG), da Schacman, MetroEuropa e da Weichai. Eles discutirão com o governo do estado os próximos passos para a instalação da montadora em Caruaru. A agenda prevê uma visita à cidade do Agreste na manhã da terça-feira, quando farão um sobrevoo para visualizar melhor o terreno de 220 hectares que fica às margens da BR-104.
Na sequência, os executivos participarão de uma reunião na prefeitura e darão uma entrevista coletiva à imprensa da região. No fim da tarde, o grupo visitará a central de distribuição da Schacman no Porto do Recife e concederá uma outra coletiva de imprensa, desta vez para os veículos da capital. À noite, está agendado um jantar com o governador Eduardo Campos no Palácio do Campo das Princesas.
Na quarta-feira, dia 13, a comitiva chinesa se reunirá com representantes da Copergás, Compesa e Celpe para verificar a disponibilidade de gás natural, água e energia elétrica em Caruaru. Também participação do encontro representantes do Senai e da Secretaria de Trabalho, Qualificação e Empreendedorismo, para tratar da disponibilidade de mão de obra, e da Secretaria da Fazenda e do Banco do Nordeste para discutir incentivos fiscais e financiamento. À tarde, farão um sobrevoo até o Complexo Industrial Portuário de Suape.
As negociações com a Schacman tiveram início em outubro do ano passado, através da AD Diper. Em dezembro, um grupo de empresários brasileiros e chineses reuniu-se com Eduardo Campos e depois foi a Caruaru para escolher o terreno. Em fevereiro deste ano, representantes do governo do estado foram a Shaanxi conhecer as fábricas do grupo e dar continuidade às negociações. Em maio, foi a vez do governador ir à China e confirmar o investimento. “Voltaremos à China ainda este ano”, comenta Márcio Stefanni.

Saiba mais

Projeto da Schacman em PE

O que é

Montadora de ônibus e caminhões

Onde

Terreno de 400 hectares em Caruaru

Investimento previsto

R$ 1 bilhão

Empregos diretos:

1.000

Produção:

800 a 1.000 veículos/ano, podendo chegar a 20 mil/ano em 5 anos
A empresa já possui um centro de distribuição no Porto do Recife e pode trazer para junto da montadora em Caruaru uma fábrica de motores
MICHELINE BATISTA – DIÁRIO DE PE

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Construção Naval vai abrir mais 33 mil vagas até 2014


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Rio – O setor de Construção Naval prevê abrir mais de 33 mil oportunidades de emprego até 2014 no estado. Até 2020, um milhão de chances serão oferecidas. As funções para iniciantes podem ter remuneração a partir de R$ 1,8 mil ao mês, chegando a R$ 10 mil ao mês, conforme a especialização escolhida.

Trata-se da retomada de um setor que voltou a ter investimentos e deslanchara em 1979, quando o Brasil foi o maior do mundo nesse campo. Porém, com as crises do petróleo e desorganização econômica, o País ficou ‘apagado’, tanto em produção quanto em mão de obra capacitada.
Segundo o jornalista chileno Carlos Cornejo, autor do livro ‘Nau Brasilis’, que aborda a história da Construção Naval, o verde-amarelo recupera espaço no setor. “Em meados dos anos 1980, o Brasil chegou a ter somente um estaleiro, com 200 funcionários. Hoje, o segmento ressurge no País, que voltou a marcar presença como 4º maior mercado do mundo”, destaca.

Cornejo também observa que a posição no ranking se deve à volume e qualidade adequada na produção naval. O escritor também afirma: “Atualmente, esse mercado emprega 60 mil trabalhadores diretos por ano no Brasil. Na economia do Estado do Rio, Construção Naval é um dos principais estímulos”.

De acordo com ele, estaleiros brasileiros têm encomendas garantidas para os próximos quinze anos. Com isso, vai seguir captando mão de obra qualificada para o setor.
Qualificação é vital

VOLTA POR CIMA

Quando estudante, Rodrigo Longuinhos chegou a repetir o primeiro ano do Ensino Médio. Após sugestão de um amigo, procurou formação técnica em Construção Naval para conhecer mais sobre o mercado. Certificado pela Faetec e com diversas especializações em softwares, hoje Longuinhos é um dos três sócios que integram a PHD Soft, empresa de tecnologia que gera soluções para setor de petróleo e gás. Tudo isso, aos 25 anos.

ESTUDO CONTÍNUO

Segundo ele, nada disso teria acontecido se não fosse pela especialização técnica: “Além da formação em Construção Naval, reforcei meu conhecimento com diversas especializações em tecnologia e gerenciamento”.

Qualificação na área pode levar a ganho de R$ 10 mil

Na Faetec, a qualificação em Construção Naval é levada a sério e já formou profissionais: desde 2011, 141 alunos concluíram o curso e foram encaminhados a estágio. As aulas têm duração de quatro anos para quem está no Ensino Médio junto com o Técnico. E um ano e meio para os que fizerem somente a parte Técnica e já possuírem o Ensino Médio.

A formação técnica é a sugestão de diversos profissionais. De acordo com o diretor da Escola Técnica em Petróleo e Gás Petrocenter, Samuel Pinheiro, o melhor caminho para entrar no setor é por meio de cursos técnicos.

“Quando falamos em Naval, falamos também de petróleo e gás, que é um segmento que tem ‘apagão’ de mão de obra qualificada”, analisa.
A fórmula para deslanchar em Construção Naval é apostar em diversas especializações, segundo Rodrigo Longuinhos, de 25 anos, um dos sócios da PHD Soft. Após formação técnica no setor, na Faetec, buscou diferenciais com cursos em modelagem tridimensional, no software AutoCad. Isso garantiu bons resultados para ele.

“Isso chamou alguma atenção e fui chamado para processo seletivo na PHD Soft, que trabalha com tecnologia para soluções no setor de petróleo e gás”, conta Longuinhos. O jovem afirma que a experiência na empresa fez com que ele desenvolvesse habilidades gerenciais e aprendesse ainda mais sobre modelos tridimensionais de plataformas navais.

O esforço fez com que Longuinhos fosse chamado para ser um dos sócios da empresa. Ali, ele percebeu a falta de pessoal capacitado para trabalhar em Construção Naval e, por isso, criou um curso que ensina a fazer modelos em 3D de plataformas.
“Alguns alunos vieram de escola técnica e já tinham uma base. Outros vieram até de outros setores. Já formamos até pessoas que foram encaminhados para outras empresas”, destaca o jovem.
Ele ressalta, mais uma vez, que o aprendizado na formação tem um peso significativo nos anos como profissional formado: “O que me faz ser ‘precoce’, como meus colegas brincam comigo, pela minha idade, é pelo fato de correr atrás de qualificação. É preciso traçar bem os objetivos e, assim, se acaba definindo os caminhos no mercado”.

Onde se qualificar

SENAI RIO

No Senai Rio, do sistema Firjan, há qualificação profissional para Construção Naval, em cursos de Metalurgia e Mecânica. Há também 11 cursos de aperfeiçoamento nesses mesmos segmentos. Para mais informações sobre os cursos, basta entrar em contato pelo telefone 0800-0231231 begin_of_the_skype_highlighting 0800-0231231 end_of_the_skype_highlighting ou no site www.firjan.org.br/cursosenai.

PETROCENTER

A Petrocenter também conta com cursos para Técnico de Petróleo e Gás e Técnico em Segurança do Trabalho. Para se inscrever, é preciso ter concluído o Ensino Médio. Para fazer matrícula, é preciso ligar para: (21) 2224-1000 begin_of_the_skype_highlighting (21) 2224-1000 end_of_the_skype_highlighting .

PHD SOFT

A PHD Soft ensina modelagem tridimensional de plataformas navais. Acompanhe a abertura de turmas por meio do telefone (21) 2213-2921 begin_of_the_skype_highlighting (21) 2213-2921 end_of_the_skype_highlighting ou pelo site: www.phdsoft.com.

FRATEC

A Fratec, localizada no Rio, conta com formação técnica em Construção Naval. Para conferir agenda de cursos, é preciso entrar em contato pelo telefone: (21) 2569-1910 begin_of_the_skype_highlighting (21) 2569-1910 end_of_the_skype_highlighting .

FAETEC

A Faetec oferece nível superior em Gestão em Construção Naval e Offshore. Vale ficar de olho no site, para inscrição: http://www.faetec.rj.gov.br.

Prepare-se para o mercado

PERFIL

Coordenador do curso de Construção Naval da Faetec, Antônio Carlos de Oliveira De Jorge destaca a principal característica do Técnico Naval: “Tem que estar preparado para os novos desafios que a tecnologia incorporou à área”.
Antigamente, segundo De Jorge, o profissional utilizava uma enorme sala com piso em madeira envernizada para riscar os modelos navais. Hoje em dia, a tecnologia é aliada dessa profissão e, através de diversos softwares, é possível gerar projetos navais rápida e tridimensionalmente.

CAMINHOS DA PROFISSÃO

Segundo Rodrigo Longuinhos, da PHD Soft, existem três caminhos de atuação em Construção Naval: trabalhar a campo, em escritório, ou misto. São qualificações quase semelhantes. No escritório, são conhecimentos diferentes, voltados para softwares, atendimentos e gerenciamentos. A campo, também é bom ficar de olho nessas ferramentas, mas lá são cursos voltados para a parte estrutural e segurança da Construção Naval.

INGLÊS

O diretor da escola técnica em petróleo e gás Petrocenter, Samuel Pinheiro, avisa: “Inglês é importante para algumas funções. É bom procurar alguma formação nesse idioma”. De acordo com ele, para aprender a conduzir certos equipamentos adequadamente é preciso saber inglês. Do nível operacional a gerencial, sempre vai haver algo nesse idioma. “O setor naval trabalha bastante com inglês”, diz Samuel.

MULHERES NO SETOR

O professor e coordenador De Jorge ressalta o interesse de mulheres na formação em Construção Naval no curso da Faetec. Ele conta, inclusive, que já lecionou para uma turma cuja maioria era composta pelo sexo feminino.
“Em um trabalho no ano passado, pude encontrar com inúmeros ex-alunos já desenvolvendo grandes trabalhos, sendo boa parte destes ex-alunos do sexo feminino”, afirma. “Outro fato importante é que poucos não estão atualmente cursando uma faculdade de engenharia”.

FUTURO

De Jorge ressalta o futuro desse mercado: “A cada dia descobre-se um novo poço de petróleo em nosso mar, percebe-se a necessidade de construir novas unidades de refino e tratamento de petróleo e descobre-se que para que tudo isso possa funcionar, necessita-se de plataformas e navios de transporte e apoio. Ainda teremos muito trabalho nos próximos 20 anos neste setor”.
Chances por toda a semana

A Gold RH convoca candidatos à emprego para cadastro no banco de currículos. A recrutadora, que fica no Rio, orienta: basta se inscrever e, assim que surgem as vagas, de acordo com o currículo, a empresa indica o interessado. Depois, fica a critério do cliente empregador se o candidato será chamado para contratação.

Atualmente, a Gold RH conta com oportunidades para as funções de vendedores e motoboys. Para tentar uma das chances, é preciso fazer contato por telefone e obter informações sobre a vaga. Basta ligar (21) 3029-1324 begin_of_the_skype_highlighting (21) 3029-1324 end_of_the_skype_highlighting ou (21) 3123-2255 begin_of_the_skype_highlighting (21) 3123-2255 end_of_the_skype_highlighting .
Em seguida, é preciso ir até as instalações da Gold RH: Avenida das Américas 15.700, loja 130, no Recreio dos Bandeirantes, no Centro Comercial Time Center.

Surgem vagas com muita frequência, logo, vale cadastrar o currículo com a empresa e esperar a oportunidade surgir. Para mais informações sobre a empresa, basta acessar o endereço eletrônico: http://www.agenciagoldempregos.com.br.
Entre as chances mais oferecidas pela Gold RH, estão funções como babás,domésticas, técnicos em enfermagem, cuidadores de idosos, serviços gerais, porteiros, jardineiros, motoristas e seguranças.

Fonte: O Dia/POR Pablo Vallejos

Atração de fabricantes de máquinas ao NE é desafio

A falta de mão de obra qualificada é entrave para instalação de fabricantes de equipamentos na região
Ao mesmo tempo em que recebe cada vez mais atenção por parte de fabricantes e lojistas de outras regiões, o setor de calçados, no Nordeste, que tem conquistado aumento na produção e no mercado consumidor, tem demandado um número crescente de investimentos que viabilizem a manutenção do ritmo de expansão, principalmente no que se refere à maior facilidade ao acesso a matéria-prima e equipamentos. Apesar de vislumbrarem a possibilidade de se instalar na região, fornecedores aguardam um momento mais apropriado para criarem unidades produtivas.

Principal reflexo da instalação de uma fabricante na região seria a redução dos custos de produção e dos itens à venda FOTO: DIVULGAÇÃO
Das 60 fábricas que compõem a Associação Brasileira das Indústrias de Máquinas e Equipamentos para os Setores de Couro (Abrameq), nenhuma está localizada na região, obrigando os produtores a comprar máquinas das regiões Sul e Sudeste, o que acarreta em maiores custos de produção e menos agilidade no desenvolvimento de novos produtos. A demanda maior por equipamentos nos últimos anos está também ligada à maior frequência com que se dão inovações e lançamentos por parte dos fabricantes de calçados, por conta da competitividade.

Destaque nacional
De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Calçados e Artefatos da Paraíba (Sindicalçados) Eduardo Almeida, o esforço do setor, agora que as indústrias do Nordeste têm ganho destaque maior no cenário nacional, é atrair compradores de outros estados. O passo seguinte, que já tem sido estudado, afirma, é atração de fabricantes de máquinas para a região. Ele ressalta que o setor se prepara para dialogar com as administrações estaduais, de forma mais incisiva, para tentar viabilizar a atração. "É um namoro que ainda está no começo", comenta.
Ontem, Almeida participou do Gira Calçados, que ocorre até amanhã em Campina Grande (PB) e reúne produtores e lojistas do setor. Para que seja tomado esse novo passo no Nordeste, contudo, a região ainda precisa se mostrar mais atrativa a possíveis investidores. Entre os representantes de fábricas que se encontravam ontem no evento, uma resposta se repetia com frequência, quando eram questionados sobre a possibilidade de inaugurar uma unidade no Nordeste: "Ainda não. O mercado ainda não comporta".

Potencial, mas nem tanto
Para a maior parte dos fabricantes, o Nordeste é uma região que possui potencial expressivo, mas ainda não existe uma demanda que justifique um investimento do gênero, principalmente por conta da complexidade da instalação de uma fábrica desse tipo. Todavia, aposta a maior parte dos empresários, caso o ritmo de crescimento se mantenha, a região deverá passar a receber investimentos do gênero, logo que a instalação parecer viável.
"A gente sabe que algumas empresas individualmente já cogitam e conversam. Hoje, talvez não seja viável, mas, talvez, num futuro próximo, a gente possa estar implantando uma planta produtiva", aponta o presidente da Abrameq, Daniel Steigleder. Essa implantação, indica o gerente de vendas da fábrica Tecnomaq, Ivan Balbinot, tem ainda um grande obstáculo a ser superado: a ausência de mão de obra qualificada, no Nordeste, para atuar nesse segmento. "No nosso caso, isso é o que parece ser o maior empecilho". Conforme Balbinot, as vendas de máquinas para o Nordeste correspondem a cerca de 10% das comercializações da empresa, enquanto outros 15% a 20% são exportados e o restante é vendido às regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. "No Sul, nós temos escolas especializadas que formam mão de obra já voltada para esse setor. Isso é fundamental, porque é uma produção bastante específica", corrobora Steigleder.

Sem suporte

Para os produtores de calçados, a ausência desse tipo de suporte chega, em alguns casos, a se tornar um entrave significativo. Segundo o gerente comercial da marca Bê e Bí, que produz calçados infantis em Campina Grande, Assis dos Santos, a perda de negócios é um dos reflexos do fato. Ele conta que, devido à demora para receber um equipamento que comprara de uma empresa da região Sul, teve de atrasar a inauguração de uma nova unidade da empresa, localizada em Serra Redonda, na Paraíba. "Foi uma batalha. Esperei três meses pela máquina", diz.
Para o empresário Hélio Rodrigues, da Ramagem Couros, que possui uma fábrica em Juazeiro do Norte (CE), por conta dos representantes que as fabricantes das máquinas possuem no Nordeste, o processo de compra é mais simples, embora ainda oneroso. O principal reflexo da instalação de uma fabricante na região, afirma, seria a redução dos custos de produção e dos itens à venda.
Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados, dos 890 milhões de pares produzidos no País em 2010, cerca de 400 milhões foram fabricados no Nordeste, onde se concentram 627 das 8,2 mil empresas do setor no Brasil.

JOÃO MOURA REPÓRTER
O jornalista viajou a convite do Sebrae da Paraíba

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Ceara pode ganhar mais 33 novas empresas

Caso se confirmem, os investimentos totais serão de R$ 706 milhões, gerando cerca de 4.879 empregos
A Política de Atração de Investimentos do Ceará tem sido fundamental para que empresas nacionais e internacionais identifiquem o potencial do Estado e instalem aqui novas unidades. Somente na primeira reunião do Conselho Estadual do Desenvolvimento Industrial (Cedin), realizada no último dia 31, foram aprovados 33 protocolos de intenções para instalação de empresas no Ceará, que, se forem confirmados, resultarão em investimentos da ordem de R$ 706 milhões e na geração de 4.879 empregos diretos.

Indústrias têxtil e de confecção estão entre as instaladas no Ceará nos últimos anos FOTO: KID JÚNIOR
O princípio básico da Política de Atração de Investimentos do Ceará é a concessão de incentivos fiscais, com destaque para o diferimento do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) gerado pela atividade industrial, conforme Decreto nº 29.183, de 08 de fevereiro de 2008. O valor do incentivo tem limite máximo de 75% do ICMS a ser recolhido.
Neste ano, a expectativa é que mais 20 empresas, de diversos segmentos, iniciem suas atividades no Ceará, totalizando um investimento privado de R$ 83,7 milhões e gerando 907 empregos diretos.

Outros atrativos

Além dos benefícios ofertados pelo governo do Estado, as empresas têm observado outros aspectos favoráveis no Ceará, como mão de obra disponível, infraestrutura e localização.

Esses pontos foram decisivos para que a ABL Indústria Têxtil, formada por duas empresas de Santa Catarina (Lunender e Lunelli), abrisse uma fábrica em Maracanaú, há cerca de três anos e meio.
"Visitamos outros Estados do Nordeste, mas viemos para o Ceará em virtude dos incentivos fiscais e da farta mão de obra. Hoje, temos fábrica em Santa Catarina, São Paulo e no Ceará", destaca o diretor da ABL Têxtil, Everton Vegini.

Segundo ele, a fábrica funciona em uma área construída de seis mil metros quadrados, gerando 350 empregos diretos e produzindo, mensalmente, 300 mil peças de confecção masculina, feminina, juvenil e adulto, que são comercializadas em todo o País. Em 2013, a empresa será expandida, devendo ganhar mais quatro mil metros quadrados de área construída e ampliar o número de colaboradores diretos para 500.

DHÁFINE MAZZA REPÓRTER